Vida urbana


Por JOSÉ LUIZ BRITTO BASTOS Advogado, mestrando em Engenharia de Transportes

31/08/2011 às 07h00

Os comentários dos leitores sobre as matérias publicadas nos jornais são um ótimo indicador de aprovação ou reprovação das ações ou inações praticadas por todos os segmentos da sociedade. A classe política, com toda certeza, se não tem, deveria ter muito interesse em ler com atenção as entrelinhas do que as pessoas estão escrevendo sobre os erros e acertos da administração pública.

Três anos de governo se passaram, e o município, no que se refere à mobilidade pública, continua inerte. Nada de novo, e os projetos viários de construção de viadutos, trincheiras, pontes e novas vias continuam engavetados, enquanto a cidade vai cada vez mais se aproximando de níveis de serviço insustentáveis, indesejáveis, caóticos.

O sistema de transporte público, de sofrível qualidade, continua penalizando a população: ônibus lotados, longa espera em pontos sobrecarregados, intransitáveis e mal-dimensionados, irregularidade de horários, grosseria e despreparo profissional dos motoristas e trocadores e muitas outras mazelas.

Promovidas pelo legislativo, as audiências públicas até buscam solução para os problemas e demandas da sociedade, mas não resolvem as questões propostas. Nesse sentido, inócua a discussão sobre os problemas de trânsito da Rua Bernardo Mascarenhas, da Avenida Brasil, da Rua São Mateus, da Avenida independência, da Avenida dos Andradas. A cidade é que está ficando caótica e incapaz de atender à demanda gerada pelo seu próprio crescimento, e isto, convenhamos, não se resolve da noite para o dia.

A engenharia de tráfego pressupõe projetos viários que devem ser executados paulatinamente, mas em ritmo constante. Sob esse aspecto cabe perguntar: quando é que serão cumpridas as promessas de campanha no que se refere a esses importantes, necessários e urgentes projetos?