Sonhos de domingo


Por JOSÉ ANÍSIO PITICO DA SILVA

28/10/2012 às 07h00

É preciso sonhar sempre, construir desde cedo o nosso futuro e o da nossa cidade. Eu não teria vida sem esperança. E a atividade política, por mais que esteja maltratada por alguns que se servem dela para fins pessoais, oferece a mim o exercício do sonho e da paixão. Sinceramente, eu acredito em mudanças na sociedade. Acredito nos meus sonhos e nos sonhos de muitos outros autores. Aliás, aqui cabe bem a música: sonhos não envelhecem. Todo mundo tem direito a sonhar – com uma vida melhor, uma casa decente, um salário justo e uma vida em comunidade.

Como será o amanhã? Esta é a questão mais pertinente à atividade humana de fazer e estar na política. Ninguém faz política se não pensar no futuro. Ninguém faz política sem ter a dimensão da esperança de que dias melhores virão. É necessário realizar ações coletivas na solução de problemas sociais, mesmo diante de uma sociedade enclausurada em condomínios humanos. As iniciativas coletivas estão fora de moda; a onda agora é cada um no seu quadrado, ao embalo do eu quero tchu, eu quero tcha!. O que vem atestar os estudos de alguns especialistas na área da política social, de que há uma nítida desqualificação da política enquanto esfera pública, privilegiando um individualismo exacerbado nas relações sociais capitalistas: consequência de um mundo de mercado globalizado que só enxerga a Lei de Gérson, ou seja, a de levar vantagem em tudo, certo?

Esta realidade está presente na miudeza de nossas comunicações cotidianas. Por exemplo, nas conversas à mesa, nas reuniões familiares, em que todos têm pressa e estão sem tempo de trocar amabilidades e afeições dentro de casa. Eu tenho sonhos para este domingo de eleições municipais. Gostaria de ter, com o amparo de muitas pessoas, uma cidade para todas as idades; queria que as pessoas idosas, desencorajadas de votar após os 70 anos, descumprissem a lei eleitoral (no bom sentido) e comparecessem às seções eleitorais para votar, hoje, neste domingo de verão da cidadania nacional e juiz-forana. Desejo que as crianças, todas elas, estejam nas escolas, com qualidade e salário digno aos professores; que os jovens e adolescentes tenham emprego na cidade e tenham também as mais diversas e distintas opções de esporte e acesso à cultura. Sonho, como tantas outras pessoas, com uma cidade solidária, alegre e justa socialmente. E este sonho só pode ser concretizado no voto. Por isso que afirmo e peço: hoje, faça um segundo turno diferente, saia de casa e vote. A cidade agradece.