Diante da dúvida


Por IRIÊ SALOMÃO DE CAMPOS Comunidade espírita A Casa do Caminho

27/07/2013 às 07h00

O homem caminha pelo planeta encerrado em um continente, dentro de uma cidade, percorrendo uma rua em busca de um sonho, e talvez nem ele próprio saiba que sonho é. Simplesmente vaga de lá para cá e vice-versa. Do berço ao túmulo, ocupa instintivamente o espaço que lhe é determinado pela vida, sem que traga em si mesmo maiores pretensões. Outros, a seu turno, se arvoram para cima das oportunidades na gula e afã de se realizarem na conquista de tudo que possa ser conquistado. Uma e outra situação levam a extremos opostos e perigosos. Alguns se contentam com o pouco ou nada que possuem, sem qualquer tentativa de maior esforço, e o outro afronta por sua ganância.

Qual caminho está certo? Pensando com um pouco mais de seriedade, podemos ver que a vida é bem mais que um simples jogo de erros e acertos ou um evento instintivo que vamos vivendo dia após dia, do acordar ao dormir repetidamente, sem maior propósito. A vida é dádiva divina, onde a cada um cabe conquistar com honra e dignidade o seu espaço, e isto sabemos quase que de maneira instintiva: o meu lugar é estabelecido por uma ordem natural que rege a sociedade, e o meu direito termina onde se inicia o do próximo. É uma questão simples de respeito.

Quando a vida nos apresenta uma dificuldade, é muito comum que nos desesperemos. Saímos do controle perdendo o equilíbrio e culpando aos mais próximos e a quantos pudermos por nossas mazelas. Quando, de fato, a dificuldade é um degrau de evolução. Solucionar um problema é vencer a si mesmo, pois os recursos estão em nosso interior, forjados em emoções, conhecimentos e vivências. Se uma dificuldade nos leva à perturbação, perdemos a capacidade de raciocinar com clareza, aí os instintos falam mais alto, levando certamente a um desequilíbrio crescente.

Para encontrar a justa medida entre o certo e o errado, é necessário controle emocional. Somos filhos de Deus, e, como tal, é necessário viver. Somos a modesta parte da grande centelha divina, que caminha pelo mundo no esforço do aprimoramento espiritual, sem fugir às responsabilidades que nos cabem de acordo com o lugar de cada um no ciclo social.

Se a agitação nos ronda, prudência e equilíbrio para não abalar as emoções. Se a dor nos avizinha, redobre a fé, lembrando que o Cristo jamais nos desampara. Diante do fracasso financeiro, resguarda-se de atitudes extremadas, lembrando sempre que Deus zela por nós. Mesmo que o momento não seja de clareza, o mal jamais perdura, e o bem sempre vence. Viva como se deve viver, buscando dentro de si mesmo a luz divina. Seja exatamente o que deseja ser, sem jamais esquecer que o melhor caminho é o da subida espiritual, evoluindo sempre, tendo o Cristo como modelo maior.