A verdadeira paz
Analisando a guerra civil na Síria, apesar de o Governo oficial e suas respectivas autoridades dominarem militarmente a região, estes enfrentam uma situação difícil para resolver. Os rebeldes estão praticando a guerra das guerrilhas, desestabilizando o poder do Governo, tendo o apoio da Turquia, do Catar, da Arábia Saudita e dos Estados Unidos, países que estão inviabilizando, ainda mais, a paz no Oriente Médio. Curiosamente, o estado de Israel respeita a autonomia da Síria, evitando qualquer tipo de confronto direto entre os países.
Embora não possa afirmar, tenho ciência de que existe um acordo tácito entre os governos sírio e israelense para a devolução da região de Golã. Em troca, Israel pediu uma paz duradoura entre ambas as partes. Entretanto, a Síria não consolidou esse acordo, visto a situação delicada dos palestinos. O Governo israelense não deseja negociar, oferecer paz entre os cidadãos das duas regiões.
Desde a fundação da Liga Árabe, em 1945, não houve união sobre quaisquer projetos que possam conectar os 27 países árabes. Ao contrário, Israel, junto com os Estados Unidos, explora e atiça disputas na região, onde permanece uma eterna crise rondando o Oriente Médio, vindo a ameaçar a terceira guerra mundial.
Desde que a crise eclodiu na Síria, o Governo tentou oferecer aos seus opositores, os rebeldes, conversações entre os cidadãos sírios. Sua intenção era resolver o caos criado no país, porém, parte da oposição não aceitou nenhuma negociação, decididos a derrubar o Governo à força.
O povo sírio está agastado por enfrentar os rebeldes sem pátria, estrangeiros que, muitas vezes, não sabem por qual motivo estão lutando, buscando única e absolutamente defender seu próprio interesse material. Com isso, os opositores sírios entram em uma briga que não os pertence e dificultam a solução para a paz, visando aos interesses da população síria e do país. Por esse motivo, o Governo sírio está endurecendo sua defesa com estes, usando praticamente seu poderio pesado.
Se o Estado de Israel realmente procura a verdadeira paz, deve ceder em muitas exigências, pois, com isso, ele abrirá o caminho e a oportunidade, por intermédio da Síria, em que poderá propor um acordo imparcial, buscando a paz justa e duradoura no Oriente Médio.









