A Igreja diante da New Age
A Nova Era (New Age) é uma corrente filosófico-religiosa que apresenta uma mistura de esoterismo com diversas crenças orientais e pagãs, seduzindo muitas pessoas através de métodos e princípios não conciliáveis com a fé cristã. Mesmo não possuindo uma hierarquia ou governo central, o fenômeno da Nova Era cresceu nas últimas décadas, e tal fato levou o magistério da Igreja Católica a alertar os fiéis sobre a incompatibilidade de seus princípios com a autêntica fé cristã.
Em 1993, o então Papa João Paulo II afirmou que as ideias do movimento New Age (Nova Era) conseguem, às vezes, insinuar-se na pregação, na catequese, nas obras e nos retiros, e, deste modo, influenciam até mesmo católicos praticantes que, talvez, não tenham consciência da incompatibilidade entre aquelas ideias e a fé da Igreja. Na sua visão sincretista e imanente, esses movimentos para-religiosos (aqueles que têm características religiosas, mas estão à margem de qualquer religião oficial) dão pouca importância à revelação; pelo contrário, procuram chegar a Deus mediante a inteligência e a experiência, baseadas em elementos provenientes da espiritualidade oriental ou de técnicas psicológicas. Tendem a relativizar a doutrina religiosa, em benefício de uma vaga visão mundial, expressa como sistema de mitos e de símbolos, por meio de uma linguagem religiosa. Além disso, apresentam com frequência um conceito panteísta de Deus, o que é incompatível com a Sagrada Escritura e com a tradição cristã. Eles substituem a responsabilidade pessoal das próprias ações perante Deus por um sentido de dever em relação ao cosmo, opondo-se, assim, ao verdadeiro conceito de pecado e à necessidade de redenção por meio de Cristo (Discurso papal aos Bispos dos Estados Unidos, em 28/05/1993).
Em 2003, a Santa Sé (Vaticano) publicou um documento sobre a Nova Era em que adverte os católicos sobre a adoção de técnicas espirituais e princípios pagãos que distorcem as verdades cristãs de fé e de moral que a Igreja sustenta ao longo dos séculos.Vejamos apenas os seguintes exemplos: presente na proposta da Nova Era, o panteísmo tende a divinizar os elementos da natureza. No panteísmo (pan = tudo) e (theos = Deus), Deus é tudo e tudo é Deus. Neste caso, toda natureza seria um aspecto ou emanação do próprio Deus. Apoiando-se nas afirmações bíblicas, a Igreja afirma que Deus, criador de todas as coisas, deve ser declarado essencialmente distinto do mundo, das criaturas e soberanamente elevado acima de tudo o que pode ser concebido fora dele. A Igreja sempre ensinou que a criação também não é uma emanação necessária da substância divina (Catecismo da Igreja Católica nº 296). Os adeptos da New Age são reencarnacionistas. Sobre isso, a Igreja esclarece que a Bíblia afirma que os homens devem morrer uma só vez (Hebreus 9,27) e que, portanto, não existe reencarnação depois da morte (Catecismo da Igreja Católica n° 1013).
Em conformidade com a sua missão apostólica de conservar os fiéis na verdade que liberta (João 8,32), o magistério da Igreja Católica afirma que devem ser evitadas e rejeitadas todas as formas de adivinhação, de magia e de idolatria, incluindo a consulta aos horóscopos (astrologia), o recurso a médiuns, o uso de amuletos, a evocação dos mortos e as diversas práticas esotéricas ou ocultistas oriundas do paganismo e que são incompatíveis com a genuína fé cristã.









