Amanhã, 27 de agosto, é dia dedicado ao psicólogo. Os primeiros cursos superiores de psicologia surgiram na década de 50: em 1957, na PUC-RJ, e em 1958, na USP.
Quanta produção nestas décadas e que ofício o nosso, caros colegas! São estudos e especialidades tendo como objeto de pesquisa e intervenção o ser humano, tanto na sua individualidade singular quanto nos agrupamentos existentes na vida coletiva. Psyche-alma/psíquico e logos-conhecimento, gerando a definição mais antiga para Psicologia "ciência da alma". Os primeiros a pensar a relação entre alma/psíquico e o corpo foram os filósofos. Em decorrência desta gênese, alguns teóricos consideram a filosofia a mãe da psicologia.
Hoje a conceituamos da forma mais sintética: uma ciência que estuda o comportamento humano. Existem várias especialidades: psicologia clínica; jurídica; esportiva; da propaganda; hospitalar; organizacional; da educação e outras.
A mente/psiquismo do ser humano é mostrada e denunciada por seus atos, comportamentos, linguagem. O que está dentro se manifesta. Exige muito estudo a apreensão da sofisticada mente humana. Quando discorremos sobre este ofício, o provérbio popular "todos são um pouco psicólogos" está totalmente errado. Não é aconselhamento nem educação ou explicação. Nem sedução; nem curas milagrosas ou promessas ilusórias. Todas estas pseudoformas de exercer este ofício acabam por ser (des)idealizadas. A verdade é que esta desmistificação tem demorado a ocorrer, já que em nossa era o discurso fácil, pomposo, vendendo soluções imediatas se sobrepõe ao constante, árduo e minucioso trabalho dos bastidores.
Em tempos modernos, tão corridos e tão produtores de saber, o exercício desta profissão exige, mais do que nunca, um rigor ético. Quando começamos exaustivamente a discutir um tema ou a explicitá-lo demais é porque, de alguma forma, perdemos o limite de seu conceito e do seu intrínseco poder. E, atualmente, todas as áreas discutem ética. Perdemos seu sentido, seus limites.
A nossa ética ultrapassa as leis do Conselho Federal/Regional de Psicologia. Está implícito também o respeito aos que nos procuram com sua demanda e respeito às diferentes abordagens do ser humano. E ética para saber das próprias limitações profissionais.
A todos os fraternos colegas que labutam com o sofrimento e a complexidade humana, desejo que a exaustão não os encontre. E que todos nós, independentemente da área e da linha de atuação, possamos continuar a nos enriquecer e eticamente honrar este ofício. Àqueles ainda na graduação, também os meus cumprimentos.










