Criar e crescer sempre
É tarefa de imensa responsabilidade apresentar-se a uma cidade com a tradição econômica e cultural de Juiz de Fora e exibir o objetivo de informar e formar opinião. Isso foi feito pela Tribuna de Minas em setembro de 1981. Lá se vão quase 32 anos, e o compromisso foi cumprido integralmente. Melhor: foi muito além. O que não surpreende. Afinal, projetado e produzido por um grupo de profissionais que brilhariam em qualquer grande publicação do país, o jornal revela, a cada dia, sua identificação absoluta com anseios e esperanças de uma comunidade que tem orgulho do seu passado e não esconde a sua vocação de ser cada vez maior e melhor.
Iniciados em nossa história e conhecedores dos componentes culturais da nossa sociedade, sabem que não é fácil chegar a esse patamar com tanta aprovação. Juiz de Fora não apenas responde pela história que construiu como tem o compromisso de alavancar a imensa região que polariza na Zona da Mata, assistindo-a com serviços e possibilidades de emprego e renda. Compromisso que se tornou maior diante das transformações tecnológicas e sociais, sempre a exigir mais informações e níveis crescentes de satisfação.
A edição da revista econômica Cenário nos dá conta disso, seja pela leitura original que faz da dinâmica que caracteriza o nosso mecanismo de produzir e fazer circular conhecimentos e riquezas quanto pela forma inteligente com que analisa nossas perspectivas nesse processo. Uma publicação que dá sequência a tantas outras produzidas pelos mesmos profissionais, que, com o seu trabalho competente, tornam o nosso cotidiano mais rico e agradável de ser vivido. Um seleto grupo que, por 22 anos, até a minha aposentadoria, tive a honra e o privilégio de integrar.
Quando Juiz de Fora, na transição dos séculos XIX e XX, deu as costas à tradição do barroco mineiro e caminhou na direção do litoral, não apenas revelou a sua vocação mais cosmopolita de mundo. Ela também assegurou sua determinação de crescer e de criar sem limites. Hoje, com Cenário, a Tribuna de Minas renova esse ímpeto inovador e corajoso. Fiel, na verdade, ao prestígio e à grandeza da imensurável Esdeva, que, para orgulho de todos nós juiz-foranos, insere-se como um dos maiores e mais avançados parques gráficos do país. Mais ainda: bem ao perfil e ao estilo do seu comandante maior, o professor Juracy Neves, um homem que fez do trabalho a sua filosofia de vida.











