Rio pode se tornar vivo!
Diariamente lemos notícias em jornais de nossa cidade sobre a qualidade da água do Rio Paraibuna, notícias essas em que na maioria das vezes é destacada a falta de saneamento básico e a falta de conscientização da população sobre a poluição do mesmo. Parte da sociedade vê o rio como um meio de transporte para o lixo, demonstrando desleixo, fazendo-o de receptáculo de esgoto e assoreamento, ao contrário do que deveria ser feito, pois deveria ser visto como uma fonte de água e de suma importância para a cidade.
Em um mundo onde a escassez de água é previsível, investimentos em saneamentos básicos devem ser atitudes urgentes, assim como melhoramento no uso da água e combate ao desperdício. O que vemos, no entanto, é a incapacidade dos governos e da população de eliminar o despejo inadequado das águas usadas e de resíduos industriais e agrícolas nos mananciais.
Juiz de Fora precisa avançar nesses quesitos e, assim, mudar de atitude com relação a esse bem tão precioso e abundante que deve ser percebido como finito. É necessário então, seguirmos exemplos de destaque, como a Coreia do Sul, Inglaterra e França que se desenvolveram e executaram projetos de despoluição em seus rios buscando a conservação de suas águas. Pela estimativa da ONU apontando para um futuro árido até 2025, dois terços da população mundial poderão sofrer com a falta de água doce, e o mundo terá aproximadamente nove milhões de pessoas. Dessa forma, acreditamos que nosso município também poderá aumentar sua população quase na mesma proporção e, com isso, aumentar a poluição neste rio urbano.
A falta de vontade política, a desobediência das leis, as ocupações desordenadas às margens do rio induziram a degradação das várzeas. A destruição das matas ciliares, o aumento do assoreamento, a perda da biodiversidade e a possibilidade de enchentes contribuem cada vez mais para a degradação do nosso Paraibuna. Por isso, contamos com a Prefeitura para que adote um plano de governo voltado para a sustentabilidade já que, em notícias veiculadas na mídia, fomos informados de que através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), R$ 62 milhões estão destinados ao projeto de despoluição do rio e, com recursos em torno de R$ 70 milhões disponibilizados por meio de financiamentos junto à Caixa Econômica Federal, esse plano possa ser executado com urgência. Esperamos que o plano de sustentabilidade venha a atuar no desassoreamento, controlar enchentes, tratar águas com estações modernas com a função de manter baixa a demanda de oxigênio bioquímico das mesmas, restaurando o habitat de plantas e animais selvagens, além de áreas de lazer, cultura e de esporte no entorno das margens, como o objetivo de reaproximar a população do Rio Paraibuna. E ainda, que tal projeto conte com uma educação ambiental efetiva para desenvolver nas pessoas hábitos de não poluir rios e córregos e desenvolver nas indústrias projetos que venham a contribuir para a não emissão de poluentes junto ao ecossistema aquático.
Por tanto, boa gestão dos mananciais e controle rigoroso do despejo de resíduos poluentes no Paraibuna tornam-se tarefas que devem ser imediatas, assim como a conscientização na recuperação de um rio degradado, pois, com a ajuda de todos, um rio já considerado morto por muitos pode se tornar um rio vivo, e, dessa forma, poderemos em Juiz de Fora comemorar o Dia Mundial da Água.











