A hora do basta na Petrobras
Já está na hora, ou quem sabe, passando dela, de o Governo intervir de forma efetiva, com a firmeza necessária, neste caso da Petrobras. Este discurso de que ninguém sabe de nada, que denúncias e cobranças são coisas de palanque eleitoral, já não engana ninguém. Foi nesta toada de tentar culpar a oposição pelos escândalos que o Governo deixou a maior empresa brasileira, sobre a qual mantém o controle, perder incríveis 80% de seu valor.
Tudo bem que, aos donos do poder, fica fácil dizer que não é nada disto, que a empresa continua operando, produzindo, pesquisando. Mas não é esta a questão. O problema é que a estatal perdeu credibilidade, e é isto que vale no mercado. Sem isto não há crédito, ou se há é muito mais caro. E sem crédito não há investimento. Nesta altura dos acontecimentos ou das omissões, como queiram, substituir toda a diretoria, a começar pela presidente Graça Foster, que, já não há mais como esconder, sabia de tudo, ou quase tudo, é apenas uma das providências que precisam ser tomadas.
A Petrobras precisa de uma faxina, precisa ser auditada em todos os seus setores, de um levantamento que atinja os últimos anos, ou décadas, se for possível. Aliás, seria muito salutar que todas as empresas, toda a administração federal fossem fiscalizadas com seriedade, não com a superficialidade do Tribunal de Contas. A presidente Dilma precisa agir. As desculpas oficiais não enganam nem mesmo a militância partidária.
O PT, incluindo-se aí Lula e a presidente Dilma, diz, ou dizia, que Fernando Henrique tentou privatizar a Petrobras. Apontam isto como um crime contra o povo brasileiro. Estão fazendo muito pior. Estão levando a empresa à bancarrota. Reagir agora é questão de vida ou de morte para a Petrobras. É bom estruturá-la agora para que ela consiga sobreviver às punições internacionais que certamente virão. Nossa Justiça não pune a corrupção, a de outros países pune com rigor. Aja logo, presidente.










