O povo, os partidos e os políticos
Confúcio, 500 anos antes de Cristo, já dizia ser dever do Estado prover toda a nação, como é obrigação de um pai de família prover seus filhos. Afinal, uma nação nada mais é do que a soma dos indivíduos que dela participam, com direitos e deveres iguais para todos.
A história tem nos ensinado que o governo, seja qual for ele, é sempre dominado por grupos que modernamente chamamos de partidos políticos. Cada grupo tem ideias diferentes, bem acentuadas quando fora do governo, mas que se afunilam dentro dele praticando as mesmas ações, com pequenas variantes.
Qual é, afinal, a posição do povo frente a esses agrupamentos políticos? Quais os meios que possui para se defender? Quem cobra a atuação dos eleitos e dos partidos?
Para que o povo não continue sendo esmagado, só há uma saída no momento: a sua união. União, não em torno de qualquer partido político, que são muito parecidos na essência e visam fundamentalmente ao poder a qualquer preço. Todos os partidos são sectários e acham que somente suas ideias são boas para dirigir uma nação. Queremos uma organização que fiscalize os homens públicos, apontando ao povo os fracos, incapazes, corruptos, corruptores e ladrões, para que sejam banidos da vida pública.
Alguém poderia argumentar que nossa organização seria contra os partidos e políticos. Pelo contrário, seria o fortalecimento dos que lutam pela paz e justiça social. Sentindo eles vigiados, teriam de tomar atitudes que fossem realmente do interesse geral. Os políticos precisam entender de uma vez por todas que não são patrões ou donos do povo, mas, sim, seus empregados a quem devem satisfação e prestação de contas.
O país está sendo governado por políticos insensíveis, incapazes e, muitas vezes, desonestos. Os que perdem as eleições ou são cassados politicamente, perdendo seus mandatos, são contemplados com empregos públicos ou em estatais, onde muitas vezes se locupletam do cargo, tirando vantagens pessoais e para seu grupo.
Não vimos ninguém, até agora, lutar por uma aposentadoria mais justa do trabalhador que é obrigado a continuar trabalhando até morrer devido a violenta redução do seu salário. A verdade é que os indivíduos realmente honestos, os que lutam pela ética, sentem-se enojados e ficam à parte desses movimentos. Dessa maneira, por omissão, são levados a aceitar tudo isso. Aí está o nosso grande erro: a omissão. Vamos nos unir, juntar nossas forças para o bem comum, nunca usar as armas de corrupção, calúnia e imoralidade, tão comuns a esses políticos e partidos.
Quem quiser entrar nesta luta saiba, desde já, que terá de carregar um pesado fardo. Usarão contra nós todas as armas de que dispõem, entre elas a da calúnia será a mais leve. Passarão a sentir nossa presença e tentarão por todos os meios nos desmoralizar.
Todos sabem que o problema do mundo não é político, mas exclusivamente moral. Para um povo moralizado nunca haverá um regime político imoral, tenha a sigla que for. O mundo é dirigido por diferentes regimes políticos, quase todos falidos.
A união deve ser de todos: pobres, ricos, empregados, patrões, negros, brancos, brasileiros ou não, homens e mulheres, pois teremos de lutar e mostrar que não interessa nossa posição social, intelectual, racial e sexual, mas, sim, a nossa forma de viver, pensar, e agir, para saber, para fazer e, principalmente, para fortalecer as instituições democráticas.









