O exemplo de Belo Horizonte
Quero cumprimentar as autoridades de BH pela excelente norma adotada de não permitir o trânsito de profissionais da saúde, fora dos hospitais e das clínicas, usando os tradicionais trajes brancos de trabalho, mas apenas dentro de suas nobres instituições. Por que não fazermos o mesmo nas demais cidades brasileiras, grandes, médias e pequenas? Muitas delas contam com várias e excelentes faculdades de medicina, de odontologia e de enfermagem e com milhares de profissionais na área de saúde preventiva e terapêutica.
Quando o branco era sinônimo de candura, inocência e pureza, na prática da conversação, era sinônimo de limpeza, higiene e saúde na medicina. Hoje não. Sabem por quê? Pesquisas feitas, tanto na UFRJ, quanto em Manguinhos, têm demonstrado, por culturas variadas, feitas em recortes de jalecos de profissionais da área de saúde, que eles proliferam diversas e super-resistentes bactérias responsáveis pelas piores e mais graves infecções hospitalares. Alguns infectologistas, inclusive, sugerem a introdução de jalecos descartáveis, que, depois de usados, imediatamente são levados ao lixo hospitalar. Já existem até clínicas que introduziram tal procedimento, especialmente nos grandes centros.
Para terminar, ao expor meu texto a uma colega muito consciente, ela me declarou, espontaneamente, ter certeza de que tinha, pelo jaleco infectado, contaminado sua filhinha com uma pneumonia: é preciso melhor razão para este artigo?










