A reportagem publicada pelo jornal Tribuna de Minas a respeito das drogas em nossa cidade, mais especificamente na parte alta da Rua Halfeld e em bairros da Zona Sul, foi muito bem elaborada, e seu teor investigativo deixa explícita a forma como as drogas se encontram profundamente disseminadas em nossos meios sociais e, conforme destacado, entre os jovens.
Com o passar dos anos, cada vez mais surgem novas drogas, que vêm despertando a curiosidade dos nossos jovens, e estes, na ânsia de experimentarem algo proibido ou diferente, vão de encontro a um caminho sem volta. Outros fatores também os induzem: influência de amigos, desejo de fuga, vontade própria, busca por novas sensações de prazer e, por fim, o que poderia ser mais bem trabalhado pelo Poder Público, a facilidade de acesso e obtenção das drogas.
Diversas drogas estão presentes no nosso dia a dia: a tão conhecida maconha, consumida através dos famosos cigarrinhos conhecidos como baseado; a cocaína, que pode ser inalada, injetada ou misturada com outras drogas; o crack, que é uma mistura da cocaína em pó com bicarbonato de sódio ou amônia, mais água destilada, que, através de pequenos grãos, é fumado em cachimbo; agora surgiu uma mais recente, o oxi, abreviatura de oxidado, que nada mais é que uma mistura de cocaína com gasolina ou querosene, que se transforma em uma pedra branca e é fumada em cachimbo. O efeito do oxi é devastador: é muito mais barato e mata mais rápido.
Importante deixar claro que o Poder Público pode fazer muito por reprimir a presença das drogas em nosso país, melhorando a fiscalização nas fronteiras com outros países, nas rodovias e nos aeroportos, impedindo que esta chegue ao seu consumo final. O mais importante ainda a destacar é que este processo se concretiza porque existe todo tipo de pessoas disposto a consumir as drogas. Pessoas ricas, pobres, analfabetas, instruídas e de todas as idades, notadamente nossos jovens.
Jogar toda a responsabilidade para o Poder Público é uma maneira bastante simplória de acabar com as drogas. É preciso que, notadamente, os pais desses jovens tomem uma atitude diante de seus filhos. Que sejam mais francos, que tenham mais diálogo e não cerrem os olhos diante deste problema, achando que o vício grassa apenas no vizinho.
O vício é triste e deprimente. Desestrutura toda uma célula familiar. Afeta o caráter biológico, social e psicológico do usuário de droga. É uma dependência nefasta, causando um pesado sofrimento íntimo para quem é viciado. É um caminho praticamente sem volta, que mata sem levar em conta a classe social, que despedaça os corações de pais e mães e atenua a vida de muitos jovens. Diálogo franco, cumplicidade, uma dose equilibrada de carinho e amor, companheirismo e, acima de tudo, orientação são fatores imprescindíveis para impedir que as drogas entrem em nossas casas. Que cada um tome coragem de fazer a sua parte!










