Semana gay
Tenho repetido uma frase no Facebook nesses últimos tempos: "triste reino onde o rei é um reles desconhecido". Pode soar estranho para alguns… Uns entenderam, outros curtiram demais, outros ainda não entenderam ou não quiseram entender. Então, publicar aqui o real sentido da frase é a melhor forma de me fazer entender.
Estamos na semana da parada da diversidade sexual em Juiz de Fora. Nesta semana, a cidade fica colorida e ganha um "rei". Esse deve zelar por ela durante esta semana, por seus habitantes, pela ordem e pela justificativa da semana: o respeito às diferenças e, como palavra de ordem, a livre expressão da orientação sexual, contra a homofobia. E nessa hora me pergunto: se tudo isso é verdade, esse rei não deveria ser eleito pela população a qual representa?
Fato é que isso não acontece na verdade e, como todo rei que foi imposto, ele não consegue a simpatia da população, ou pelo menos de uma fatia dela. Juiz de Fora, ao longo do tempo, perdeu o real sentido da semana da diversidade, e neste final de semana amarga a sua pá de cal. O Miss Brasil Gay, evento que faz parte do calendário oficial da cidade, não vai acontecer, para tristeza de grande parte da cidade e de algumas senhoras que acompanham o evento desde os seus tempos áureos.
Sobraram, daquele tempo, algumas palestras pingadas pela cidade e a parada gay. E por falar em parada gay, eu espero, do fundo do meu coração, que o rei saiba comandá-la e que não a transforme somente em exposição de sandices, nus e cretinices ao longo da mais nova reformulada avenida principal da cidade.
Pensando por esse lado, dá uma saudade de quando a manifestação era feita no Calçadão, onde reis e rainhas eram eleitos pelo povo e viravam os animadores da festa. Eram eles e elas que davam o colorido da cidade e mostravam, com muito bom humor e pouquíssimos episódios de atentado ao pudor, como é fácil respeitar as diferenças. Triste reino, triste reino…










