Hora de Renan sair
Preocupado com as manifestações pacíficas das ruas – não tão pacíficas, porque os vândalos acabam aproveitando -, o Governo está consciente de que as redes sociais deram uma trégua, mas não vão parar. A anunciada greve geral, que não tem nada a ver com as manifestações espontâneas articuladas nas redes, na realidade foi um fiasco. Seus organizadores falavam em seis milhões de trabalhadores nas ruas do Brasil, e eles não chegaram a 300 mil.
As manifestações, muitas da classe média, são contra o estado de coisas no país – contra a corrupção desenfreada em função da impunidade, a saúde e a educação precárias – e cobram do Governo o cumprimento de suas promessas. Inclusive, e talvez principalmente, de investimentos na mobilidade urbana, diante dos milhares de carros que entraram nas ruas em função do crédito e das isenções tributárias.
Contudo, os governos, sejam federal, estadual ou municipal, nada fizeram para a melhoria da infraestrutura. Hoje o trânsito é uma verdadeira loucura nas cidades médias e grandes, com tendência a piorar. O trabalhador chega a gastar até mais de três horas para chegar ao seu local de trabalho – um verdadeiro absurdo. Politicamente, os manifestantes levados às ruas pelas redes sociais protestam também contra Renan Calheiros se manter na presidência do Congresso Nacional – um verdadeiro escárnio.
Até hoje, ninguém sabe como Dilma compactuou com a eleição dele, em nome da tal governabilidade. O povo já se manifestava contra Renan com o abaixo-assinado de mais de um milhão e meio de pessoas que não queriam vê-lo num lugar por onde passaram tantos nomes ilustres. Já há um movimento de gente responsável conversando com Renan para que ele renuncie, arrefecendo os ânimos antes que a situação se agrave mais ainda. A hora é grave, e é preciso que haja bom-senso.











