A vergonha dos radares
Desde 1997, quando entrei na Câmara Municipal de Juiz de Fora pela primeira vez como vereador, bato nessa tecla dos problemas com os radares.
Para começar, os aparelhos em nossa cidade foram implantados em locais inoportunos. O primeiro encontrava-se atrás do Colégio Militar, e era absolutamente fora de propósito. Depois vieram os medidores de velocidade dentro do morro, na entrada do Bairro Bandeirantes e escondidos pelas árvores, na Avenida Independência, perto da Maternidade… Esses aparelhos, locados em lugares de pouca serventia, deveriam estar onde realmente prestariam um serviço à população. Exemplos de locais de trânsito perigosos e que necessitam de radares são a Rua José Eutrópio e a Avenida Deusdedith Salgado, que são palcos constantes de acidentes graves, não raro com vítimas.
Se, inicialmente, os pardais servem para conscientizar e evitar a violência no trânsito, aqui eles definitivamente não cumprem esse papel. O radar em Juiz de Fora não é educativo. Ele é objeto de negociação e arrecadação covarde contra o cidadão condutor de veículo. Por que não deixar os pardais à vista? Ou melhor, por que não substituí-los pelos aparelhos que mostram a velocidade do veículo na hora da passagem?
A Comissão Especial para tratar do assunto, instaurada na Câmara Municipal, contratou um técnico, vindo de Belo Horizonte, para examinar os lugares onde estão instalados os radares. Os 13 equipamentos existentes na cidade foram analisados e, de antemão, constatou-se os problemas de visibilidade e posicionamento inadequados. Será que agora será refeito o planejamento dos locais dos medidores? E para que serve o vereador, se as nossas denúncias não são levadas em consideração, a menos que haja uma repercussão nacional antes? É a pergunta que não quer calar…











