Parlamento e sociedade
Com rara felicidade, estamos inaugurando em Juiz de Fora, nesta segunda-feira, dia 18, mais uma ação pioneira da Assembleia de Minas, que fará verdadeira maratona de prestação de contas de seu trabalho pelo interior do Estado, ao longo dos meses de fevereiro e março. Visitaremos 17 cidades, mas pretendemos atrair também, para esses encontros, os municípios do entorno de cada uma delas, para que possamos manter contato com uma população mais ampla e regionalmente mais representativa.
Saúdo, muito feliz, que a abertura esteja sendo feita pela ‘capital’ da Zona da Mata, pois Juiz de Fora reúne características que remetem a um bom retrato do que é hoje nossa Minas Gerais, em que grandes avanços convivem com mazelas indesejáveis. Cito alguns dados: o elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de 0,828, superior à média brasileira e à mineira, convive aqui com grande número de crianças de 0 a 5 anos ainda fora de creches e escolas; a expectativa de vida (78,2 anos), também acima das médias brasileira e mineira, não elimina o fato de que a grande maioria dos trabalhadores (65,6%) tem renda menor que dois salários mínimos.
Vale lembrar, ainda, que, a despeito de ter índice de 100% de matrícula para seus jovens, Juiz de Fora também sofre com o crescimento do número de mortes violentas de seus jovens e vê se aproximarem perigosamente, em seu núcleo urbano, as dificuldades de mobilidade, até há pouco tempo características apenas das grandes capitais. São as dores do crescimento, que, felizmente, não escondem a potencialidade dessa cidade, que é referência em saúde para mais de dois milhões de habitantes da Zona da Mata, que possui uma economia diversificada, com atração recente de grandes indústrias e forte tradição na indústria de laticínios e que vem investindo na atração de novos negócios, com a criação de seu Parque Tecnológico.
É, pois, com os olhos voltados para o futuro que a Assembleia Legislativa de Minas Gerais abre aqui sua prestação de contas ao povo mineiro. Sabemos que não podemos fugir às nossas responsabilidades e que a continuidade das ações positivas e a prevenção e o combate às negativas dependem, muitas vezes, de iniciativas parlamentares, seja na criação de legislação adequada, seja na fiscalização e cobrança de ações públicas.
Para que nossa ação parlamentar seja eficaz, é indispensável que estejamos sintonizados com os anseios e o pensamento da sociedade. E este é o segundo objetivo principal dos encontros que iniciamos agora: ouvir, recolher e acolher sugestões dos mineiros, para dar continuidade à nossa missão.









