Opção pelos pobres


Por EQUIPE IGREJA EM MARCHA

14/05/2011 às 07h00

Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo. Este é o objetivo geral das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) aprovadas na 49ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para o quadriênio 2011-2015. Realizado de 4 a 13 de maio, pela primeira vez em Aparecida do Norte, o encontro reuniu mais de 300 bispos, incluindo 40 eméritos.

O documento é dividido em cinco partes, além de uma introdução e uma conclusão, e tem cerca de 50 páginas e 130 parágrafos. Ele tem o papel de inspirar a ação pastoral da Igreja no Brasil. As Diretrizes Gerais são uma espécie de plataforma de governo da nova presidência da CNBB. Elas serão fonte de inspiração para a Conferência e para as Igrejas Particulares de todo o Brasil, disse o arcebispo. De acordo com ele, as novas diretrizes terão um texto enxuto inspirado em cinco urgências pastorais: Igreja em Estado Permanente de Missão; Igreja – casa de iniciação cristã; Igreja fonte de animação bíblica; Igreja Comunidade de Comunidades; Igreja a serviço da vida plena no mundo. Explica dom José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís (MA), presidente da Comissão Episcopal.

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, disse que as diretrizes tratam fortemente da nova evangelização e da missão permanente. Aqui no Brasil estamos trabalhando para aprofundar a evangelização para a formação dos católicos através de um processo de iniciação à vida cristã consistente, que ajude nossos fiéis a terem melhor adesão de fé a Jesus Cristo, à Igreja, mediante também melhor conhecimento da própria fé, afirmou. Não basta ser batizado e ser analfabeto na religião e na própria fé. Reverter esse quadro é parte do trabalho que estamos nos propondo fortemente nesta Assembleia para o próximo quadriênio.

Para dom Odilo Scherer, a Igreja sempre enfrentou desafios. É preciso lembrar que a Palavra de Jesus não veio para trazer a paz na terra traduzida em sossego, mas para trazer o discernimento, uma luz que faz com que a treva fique desassossegada. Nossos desafios para a Igreja no Brasil se voltam para aqueles que sofrem, os injustiçados. O país de um lado cresce economicamente e do outro continua a viver esquizofrenicamente com grande riqueza concentrada de um lado e a miséria do outro, disse.

No encontro, a CNBB elegeu sua nova presidência para o próximo quadriênio (2011-2015). O novo presidente, cardeal Raymundo Damasceno Assis, foi eleito no segundo escrutínio com 196 votos. Atual arcebispo de Aparecida, que acolhe pela terceira vez a Assembleia da CNBB, dom Damasceno acumula a experiência de dois mandatos como secretário-geral.