Esporte e inclusão social
Há mais de dois mil anos, a ocorrência dos jogos olímpicos tinha o dom de paralisar as disputas, mesmo as guerras, em que os gregos estavam envolvidos. Infelizmente, o maior acontecimento esportivo mundial perdeu esta força, embora mantenha semelhante capacidade de envolvimento e mobilização.
Cerca de dez mil atletas, de umas 200 nações, estão prendendo a atenção do mundo durante estes 17 dias de Olimpíadas. Entre eles, estão 259 brasileiros (ou 441, contando os paraolímpicos), que buscam o ouro em 32 modalidades esportivas. Quase metade da delegação brasileira é formada por mulheres (47%); número igualmente representativo é formado por atletas beneficiados pelo programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte: são 111 entre aqueles 259 (ou 42% do total).
São números significativos e que refletem os avanços obtidos desde que o esporte adquiriu o status de política pública, inaugurado sob a presidência de Lula, primeiro, com o ministro Agnelo Queiroz, depois, aprofundado com Orlando Silva e com Aldo Rebelo. Este empenho, além de reforçar a participação brasileira em disputas internacionais deste quilate, teve, ainda, o mérito de trazer para o Brasil a Copa do Mundo de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
O esporte é uma privilegiada ferramenta de inclusão social: este é o fundamento de sua compreensão como política pública, que merece cuidados especiais do Governo. Os programas criados pelo Ministério do Esporte envolvem mais de dois milhões de estudantes, e seus resultados começam a aparecer nas disputas esportivas internacionais das quais o Brasil participa. Nos Jogos Olímpicos de Londres, o Governo tem a ambição de dar passos decisivos para levar nosso país ao grupo das dez principais potências esportivas do planeta em 2016, quando os jogos ocorrerão no Rio de Janeiro.










