Horário de verão


Por SAGRADO LAMIR DAVID

08/03/2012 às 06h00

Vocês, a partir do domingo, dia 26, já sem horário de verão, não estão sentindo a sensação natural, espontânea, inteligente, emocional, sensata e existencial de passar, de novo, a conviver com a natureza, com o alvorecer na hora certa – ouçam o cantar dos galos ao acordar para o trabalho -; com o caminhar para a lida; com a manhã em seu início tradicional; com encontrar colegas e companheiros de trabalho, trocando ideias sobre o decorrer do dia; com a parada solene para o almoço ao meio-dia – e não às 13h -; com o lanche e o lazer às 15h – e não às 16?

Enfim, estão sentindo aquele decorrer que leva a sentir, observando o cair da tarde, fim da labuta, o anoitecer se aproximando e a vontade de ir para casa encontrar a família, todos no ajantarado solene que antecede um filme na televisão, já todos bocejando às 21h, para se recolher ainda com as estrelas e a Lua inspiradoras de sonhos naquele sono fisiológico, e não econômico?

O horário de verão nos mostra o crime que se perpetra contra a natureza, fazendo-nos – nesse louco e criminoso horário -, despertar em plena escuridão da noite, irmos ao trabalho usando lanternas para não batermos uns nos outros, comendo e lanchando em horários nada saudáveis, para voltar – com o sol a pino – para repousar – sem conseguir -, com o durma com um barulho desses -, barulho da ambição, da falta de respeito ao que é natural, ao que é direito de cada um – como são felizes os irracionais -, de fazer parte natural da própria natureza! Plebiscito já para acabar com essa imoralidade pública e privada apelidada pelos tiranos da ambição de horário de verão! E é pra já! Concordam comigo, meus conterrâneos deste lindo Brasil tropical?