Não chores por mim, Argentina!


Por SAGRADO LAMIR DAVID

07/02/2012 às 07h00

Aí está a Argentina, colocando suas manguinhas de fora, dificultando, com bloqueios, as importações e abrindo crédito para seus produtores venderem seus produtos internamente e para o exterior. Que o Brasil faça o mesmo! Só não vê quem não quer: o Mercosul está para a economia da América do Sul, assim como o Euro está para a economia europeia: ambos, ao despersonalizarem o mercado econômico e financeiro, permitindo manipulações politiqueiras – políticas jamais! -, reacendem o patriotismo anestesiado por ambos em nações que sempre tiveram personalidade e responsabilidade próprias e capazes de assumirem os prejuízos dos próprios erros, assim como os benefícios dos acertos. Roupa suja se lava em casa e não em lavanderias comuns! Ao mesmo tempo, fica a pergunta: porque os royalties do petróleo são tão maiores – mesmo que ainda injustos – do que os ínfimos royalties das toneladas de minérios que tiram das montanhas mineiras, constituindo verdadeiras esmolas aos reais proprietários, os cidadãos das Alterosas?

Eu diria que, quanto ao Mercosul, o Brasil faz o papel da Alemanha com a confusão do Euro, fazendo-me supor que tanto o Mercosul quanto o Euro – e a União Europeia – terão seus dias contados, à medida que o Brasil, com o Real, a Alemanha, com o Marco, e a França, com o Franco – e com a Inglaterra a tiracolo, com a Libra – se retirem, e assim permitirão que países tradicionais como Uruguai, Argentina e Chile, de nosso lado sul-americano, e Portugal, Espanha, Itália e Grécia, do lado europeu, lavem suas próprias roupas em casa!

No Brasil em que vivemos, com sintomas de se tornar uma nação de primeiro mundo, com crescimento econômico próprio pelo aparecimento de uma classe C ambiciosa, envolvendo-se com direitos e deveres de uma nova classe média e com acesso aos bens de consumo, como casa própria e automóveis, lazer, educação e saúde, devemos já nos colocar como nação líder e independente nessa América Latina, ainda envolvida pelos miasmas ideológicos de políticos arcaicos que ainda se baseiam em emblemas de personalidades tirânicas e incapazes de formular a verdadeira democracia. Como para bom entendedor, meia palavra basta, deixo a critério de meus argutos leitores colocarem as carapuças naqueles que acharem merecedores!