Segurança pública
Desde 2000, o Bairro São Mateus vem lutando ininterruptamente para melhorar as condições gerais de segurança de seus moradores e comerciantes. O Conselho Comunitário de Segurança Pública, uma filosofia difundida pelas polícias militares, tem por fundamento a aproximação das polícias com a comunidade, sobretudo porque a Polícia sabe que sem a participação da sociedade não pode cumprir satisfatoriamente o papel que lhe é destinado.
Os conselhos comunitários de segurança deveriam ser muito importantes no contexto da segurança pública, mas não são. Tudo começa muito bem, mas não alcança os objetivos propostos, e a própria Polícia não dá aos Conseps a importância que deveriam merecer.
São Mateus, apesar dos pesares, avançou bastante. No começo, acanhadas instalações de apenas dois cômodos; posteriormente, um grupo de abnegados, sempre os mesmos, em constantes peregrinações ao gabinete de um prefeito, em 2004, conseguiu, finalmente, um novo prédio, amplo, moderno, com instalações dignas para servir à Polícia Militar, ao Consep e à Associação de Moradores.
Com exceção da falta de disponibilidade e interesse das pessoas para participarem mais ativamente dos conselhos de segurança e das associações de moradores, salvo quando problemas lhes afetam o dia a dia, principalmente, quanto à perturbação do sossego, os demais problemas recaem, infelizmente, sobre a atuação da própria Polícia Militar. Esta, a cada troca de comando, impõe novas diretrizes, colocando a perder todo um trabalho que se encontra em pleno andamento. O que nos é dado a observar é que, infelizmente, a Polícia Militar parece administrar mal os recursos de que dispõe, demonstrando que os policiais não têm consciência da responsabilidade e da importância do seu papel perante a sociedade, ainda que sendo eles integrantes da própria comunidade.
O que a sociedade deseja é uma polícia mais ativa, mais educada e enérgica quando necessário. É preciso reconhecer que a comunidade, para se sentir mais segura, deseja ver o policial caminhando a pé pelas ruas, montado em bicicletas e, em alguns casos, usando motocicletas. O que a comunidade deseja é poder usar o telefone, ligar para o posto policial e ser prontamente atendida pelos policiais que lá se encontrarem. O que a comunidade deseja é um policiamento noturno mais intenso e eficaz. À noite, a cidade nos parece completamente desprovida de segurança.
São Mateus e os bairros adjacentes fazem parte de um polo gerador de conveniências e necessidades; têm vida própria, praticamente, independente da área central da cidade e por isso requer um tratamento diferenciado, inclusive, e principalmente, no que diz respeito às ações de segurança pública. E o Comando do 27º Batalhão de Polícia Militar deve saber muito bem disso.
Não compete aos Conseps a missão de policiar, nem tampouco de interferir na administração da segurança pública, mas é preciso considerar que um posto policial não pode se prestar a ser somente uma base operacional que não apresenta à comunidade resultados reais e plausíveis de segurança pública. Esse é o caso de São Mateus.
Nesse contexto, o que se pretende é a sensação de segurança, com toda a certeza, um legítimo direito reclamado pela sociedade.










