Fumantes à sua volta
No mundo, 47% das pessoas do sexo masculino fumam. No caso das mulheres, são 12%. Já no Brasil, são 30 milhões de fumantes, ou 14,8% da população. Nada mal quando sabemos que, em 1989, o nosso país tinha 34,8% de fumantes, e que em 2003, eram 22,4%. Ou seja: na proporção da população atual de 192 milhões de habitantes, se não tivéssemos obtido sucesso nas campanhas contra o tabagismo, o total de brasileiros fumantes seria de 67 milhões. Vendo pelo lado positivo, temos, hoje, 37 milhões de baforantes a menos, o que quer dizer que valeu a pena a proibição de se fumar nos hospitais, restaurantes, ônibus, táxis, dentro das dependências de trabalho, etc. Na minha casa, dois filhos meus somente fumam no quintal, sendo o único prejudicado o passarinho.
Para entender melhor a classe dos fumantes no Brasil, porém, é preciso entender que, dos 30 milhões de tabagistas, temos 30 mil crianças, com idade entre 5 e 9 anos, e outros três milhões entre 15 e 19 anos. A conta salgada deste vício não se resume apenas nos R$ 426 milhões que o SUS gasta, por ano, para cuidar dos dependentes. De acordo com a pesquisa divulgada pela Organização Pan-americana de Saúde, os fumantes representam 25% das mortes por derrame cerebral e 30% por câncer em geral. No caso das mortes relativas ao câncer do pulmão, os fumantes são astronômicos 90%.
E para refrescar, um dado interessante para incentivar, principalmente, aqueles que pretendem largar o vício do cigarro: deixando de fumar um maço por dia, ao final de um ano, este ex-fumante poderá economizar e comprar uma TV de 42 polegadas, à vista! Logicamente, este é o menor dos benefícios, pois a qualidade de vida vem em primeiro lugar. Ainda há tempo!










