Agora o jogo é em 2014
É emblemática a vitória do PT em São Paulo com Fernando Haddad. Três meses atrás, ninguém acreditava no candidato que Lula arranjou e que iniciou a caminhada com três pontinhos nas pesquisas. O tempo foi caminhando, e Haddad foi subindo nas pesquisas até chegar ao segundo turno com José Serra, o eterno candidato do PSDB.
Esta vitória pode impulsionar uma candidatura ao Palácio Bandeirantes, sonho maior do partido que nunca conseguiu chegar lá. O PT, antes mesmo de vencer as eleições na pauliceia, já se articulava visando à disputa estadual. Outra vez apostando no novo, Lula já plantou o nome do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Mas, dependendo do quadro no início de 2014, o candidato poderá ser o próprio Lula, para fortalecer o de Dilma no estado. Em 1982, Lula chegou a disputar o governo de São Paulo, mas teve votação pífia.
A vitória de Haddad tem reflexos também na oposição. Com a derrota de Serra, abrem-se os espaços para o senador Aécio Neves. Como bom mineiro, já arregimenta forças para 2014, embora muita gente afirme que ele só enfrentará Dilma em condições extremamente favoráveis de ganhar a eleição. Como tem pouca idade, pode esperar até 2018, quando poderá enfrentar o governador pernambucano, Eduardo Campos, que obteve boas vitórias nestas eleições.
Campos, na intimidade, tem dito que não se candidata contra Dilma, em que pese ter batido de frente com ela e com o ex-presidente Lula agora. Mas é preciso esperar. Como dizia o ex-governador de Minas Magalhaes Pinto, política é igual nuvem, uma hora você olha, ela está de um jeito e, logo depois, está de outro. Eduardo Campos aspira, sim, a disputa e já vem trabalhando para isto. Se sentir que tem chance em 2014, a nuvem muda, e ele se torna candidato. Aí é ver como ficará essa propalada união com Aécio.









