Steve Jobs e a história da maçã


Por SAGRADO LAMIR DAVID

04/11/2011 às 08h00

Quando eu era meninote, meninote de calças curtas, olhar e mente curiosos, enquanto roía as unhas, ensinaram-me o catecismo! Naquilo que o ambiente católico me ensinava e estimulava a crer foi que apareceu a primeira história da maçã em minha vida! Mas era uma maçã pecaminosa, um fruto proibido e desejado – até hoje -, naquilo que Eva, que Deus fizera nascer de uma própria costela de Adão, sedutora e envolvente, fizera pecar ao lhe oferecer a maçã cheirosa, vermelha e suculenta para saborear! E Adão – como o primeiro homem a ser seduzido por uma maçã – deu a primeira dentada na fruta do pecado e foi expulso do Paraíso!

Os anos se passaram… a erudição e a experiência se somaram… e eu… já no estudo de línguas estrangeiras, lembro-me – como se fora hoje – de meu circunspecto professor de inglês, casado com uma americana, convivente com o american way of life, mas de índole britânica, que nos brindou com a frase que jamais esqueci: An apple a day keeps the doctor away!.

A partir dessa lapidar frase de saúde pela boa alimentação, tornei-me um comedor de maçãs e, hoje, de fato, mesmo que não todo dia, aprecio a maçã, pela boa saúde que traz! Ainda que relacionando a fruta saborosa e saudável com a lembrança pecaminosa que se representou em minha infância na tragédia bíblica do primeiro caso amoroso da humanidade: o romance entre Adão e Eva!

Mas o tempo continuou passando… a tecnologia avançando… o cinema chegando… a TV entrando… e, suddenly, last summer!, apareceu a mais moderna, envolvente, marcante e consagradora história da maçã! História incrível, criada por um Adão da Ciência da Informática, personalista, marqueteiro, mas cientista e visionário: Steve Jobs! Entre sucessos e fracassos, mas sempre presente no ato exemplar de, acima de tudo, ser o verdadeiro intérprete daquilo que hoje chamamos de ciência do empreendedorismo! E não se chamou Jobs por acaso! E por que não?! Simplesmente porque, fazendo jus ao próprio nome, criou, com suas bilionárias empresas, milhões de jobs por todo o mundo, traduzindo em empregos seu próprio nome, de modo democrático e humanista!

Daí eu lhes afirmar que a maravilhosa empresa Apple, que se tornou exemplo para todas as outras similares – e sucedâneas no futuro da informática -, representa muito, para mim, por tudo que lhes contei, e, tenho certeza, para todos aqueles que confiam ser o homem, pela Inteligência e pela Alma que Deus nos concedeu, o ser capaz de estabelecer o Elo Existencial entre o Criador e a criatura! No sentido mais amplo do que representa a Vida pela participação do homem como ser presente dentro da Natureza Divina! Descanse em Paz, Steve Jobs, e não se esqueça de que an ‘Apple’ a day keeps the doctor away!.