Bíblia: palavra de Deus


Por EQUIPE IGREJA EM MARCHA

03/09/2011 às 07h00

A reflexão que hoje faremos sobre a Bíblia começa pela palavra em si mesma. A palavra é o que distingue o ser humano dos outros seres vivos. Ela promove as civilizações, guarda o conhecimento, faz a união entre passado e futuro. Assim é a Bíblia, Palavra de Deus. Escutando essa Palavra, o povo de Deus vai se formando, fazendo suas leis conforme lhas anunciavam os Profetas, cuja missão era denunciar e anunciar. Denunciar os erros cometidos. Anunciar o mundo novo, conforme o plano de Deus. Essa foi também a missão de Jesus. Ele realizou a vontade do Pai de modo tão completo que é chamado Verbo/Palavra de Deus (João 1,14).

Sua única arma foi a palavra. Com ela moldou mentalidades, derrubou barreiras, fincou os alicerces para o mundo novo. Este mundo está ainda em gestação. Compete a cada um de nós ajudar a construí-lo, pois o batismo nos fez profetas também. Temos, porém, vivido como profetas? Denunciamos a corrupção, a miséria, a fome, as drogas? Que fazemos como evangelizadores, mensageiros da Boa-Nova? Que Boa-Nova é esta que estamos ajudando a nascer? Ou esperamos que este mundo novo nasça por acaso? Sentimo-nos perdidos com as mazelas atuais, mas não nos sentimos responsáveis por ela. Vivemos na ilusão. Mas tudo é problema nosso, sim! Porque todos somos um só corpo, embora as funções sejam diferenciadas. Alguns são evangelizadores (profetas) em tão alto grau que hão de dedicar-se inteiramente ao ministério da Palavra. Os dons são muitos, mas é o mesmo espírito que os vivifica. Os serviços também são muitos e variados, mas todos indispensáveis para que haja vida, e vida em abundância.

A Igreja, hoje, está consciente de que sua missão é anunciar a Palavra de Deus a todos os homens, para serem discípulos e missionários. Por isso, todos devem ter acesso à leitura desta Palavra, sob a inspiração do Espírito Santo. No entanto, as escrituras não devem ser lidas de modo fundamentalista: hão de ser consideradas as circunstâncias (tempo, costumes, organização político-social) em que os fatos foram escritos. Ao longo dos séculos, embora conservem sua autenticidade e sejam sempre atuais, esses trechos se prestaram – e ainda se prestam – a muitas releituras, pois são Palavra da Salvação.

A Palavra de Deus é viva e vivificante. É uma espada de dois gumes. É como a chuva que fertiliza a terra antes de voltar ao céu. É alimento, força, resistência. Transforma mentalidades e, por isso, renova a face da terra. Como seria bom se nos dispuséssemos a escutar essa Palavra sempre, se dormíssemos com a Bíblia nas mãos, como aconselha os santos de Deus!

Para ajudar-nos na caminhada, a Igreja dedica o mês de setembro à Bíblia. Vamos aproveitar esse tempo da conversão, esse dia da salvação, e façamos o propósito de ler, cada dia de setembro, um trecho da Bíblia – palavra de Deus na nossa vida.