Ícone do site Tribuna de Minas

ATÉ QUANDO?

PUBLICIDADE

As primeiras informações são de excesso de velocidade, mas é preciso avaliar a presença de outros fatores em mais um acidente grave na BR-040, em menos de uma semana. Dessa vez, um ônibus da linha Belo Horizonte-Niterói, desceu pelo barranco causando quatro mortes na hora e outra confirmada ontem, já no hospital. O local fica no trecho crítico entre Barbacena e Juiz de Fora. Coincidência ou não, há um dado irrefutável: trata-se de um percurso já denunciado em mais de uma ocasião pela sua insegurança. Mesmo com obras importantes até a entrada de Bias Fortes, os riscos ainda são muitos. Se nada for feito, as estatísticas tendem a ser mais perversas.

Principal rodovia federal a passar por Juiz de Fora, a BR-040 é uma demanda constante. A Assembleia Legislativa, além de já ter feito uma audiência pública na cidade, no ano passado, já enviou vários deputados para percorrer os chamados pontos críticos. Os levantamentos apontaram para a necessidade de investimentos, obras de recuperação e até mesmo construção de novos viadutos, mas não houve avanços. O Governo argumenta não ter recursos enquanto o estado não consegue emplacar um convênio que lhe repasse a competência para administrar o trecho. Dessa forma, a despeito de tantas mortes, são poucas as perspectivas de mudanças.

PUBLICIDADE

Esse é o tipo de problema que tem de superar as divergências partidárias, já que o interesse é coletivo. Na realização da Agenda de Desenvolvimento, com as etapas em Juiz de Fora e Muriaé, uma das constatações foi a importância de investir na duplicação de pontos críticos e na construção de viadutos. No último evento, estabeleceu-se que os deputados e demais lideranças iriam a campo para agilizar medidas, mas ainda não se sabe em que pé estão tais negociações. A cobrança é sistemática em razão da importância do tema. Mesmo com estatísticas sendo comemoradas pela redução dos acidentes, as ocorrências na região, mesmo caindo, foram graves por causa do número de mortes.

Sair da versão mobile