MEDO NAS RUAS
Trabalhar à noite é um exercício diário da sorte, pois muitos profissionais estão sob constante risco. Na edição de sexta-feira, dia 22, a Tribuna mostrou a situação de profissionais que estão se afastando dessa carga horária em função do medo nas ruas. Taxistas, frentistas e até mesmo os policiais são profissionais que saem para o trabalho sem a certeza da volta em função do próprio trabalho.
É importante considerar que não se pode desenvolver uma sinistrose coletiva, pois Juiz de Fora, a despeito das ocorrências, ainda é uma cidade segura, principalmente se comparada com outros centros de mesmo porte. É preciso, no entanto, alguns cuidados, muitos deles, aliás, de responsabilidade dos próprios profissionais. Sempre que há assalto a taxista, a discussão recorrente é defender a intensificação do trabalho da polícia, mas ainda há aqueles que resistem a tomar precauções básicas, como passar por um posto policial ou cobrar a identificação do usuário. Para não perder o cliente, submetem-se ao risco das madrugadas. Num período em que os assaltos crescem, sobretudo em função das drogas, não é possível transigir com as regras, mesmo que signifiquem redução da clientela.
Por sua vez, o Estado tem que insistir em operações especiais, cabendo à classe política, principalmente, cobrar programas próprios de combate a este tipo de violência. Juiz de Fora está fora da lista de ações especiais pela paradoxal falta de ocorrências para justificá-las. Mas como prevenir é sempre melhor que remediar, não é possível esperar a violência crescer para exigir a implementação de tais programas.











