DEPOIS DA FESTA
Com o Congresso em recesso e um carnaval no início do mês, o ano, de fato, só começa na segunda quinzena de fevereiro com a previsão de intensas discussões não apenas no cenário econômico mas na política, já que é ano de eleição. Os partidos fazem dos pleitos municipais o seu ponto de partida, e conquistar espaço, sobretudo nos municípios com mais de 200 mil, é a principal estratégia. Por isso, não há surpresa quando os caciques partidários já começam a ensaiar os primeiros entendimentos.
É fato que o xadrez político é mais intrincado, mas, como o dinheiro será curto e quem já tem mandato sai na frente, as discussões se adiantam. A campanha municipal deste ano, além do componente econômico, terá ainda um prazo de duração bem menor do que em outros anos. Ademais, sem financiamento de pessoa jurídica, os partidos terão que brigar com suas cúpulas para entrarem no bolo dos repasses do fundo partidário.
Juiz de Fora não viverá situação diferente dos municípios de médio porte. Os recursos federais cada vez mais escassos, e os do Estado mais ainda, fazem do mandato municipal uma experiência ímpar, levando os administradores a tomar medidas impopulares em nome da própria administração. No domingo, a Tribuna mostrou a situação de diversas prefeituras que cortaram o carnaval ou reduziram drasticamente os investimentos.
Trata-se apenas de uma face da moeda, uma vez que os problemas são bem mais agudos. Mesmo assim, a fila para a disputa será grande, pois não estarão em jogo apenas projetos pessoais mas também a estratégia partidária, pois os municípios são a principal referência para os pleitos nacionais.









