MAIS UM PASSO
Não fossem os episódios do Rio de Janeiro, a notícia de redução dos focos de dengue em Juiz de Fora careceria de maior destaque não só na mídia, mas também nos espaços especializados. A cidade, depois de toda sorte de previsão – a maioria delas em tons alarmistas -, venceu uma importante etapa no combate ao mosquito causador da doença. O segundo Levantamento Rápido do Aedes Aegypti (Liraa) foi de 3,27%, quase a metade dos 6,4% constatados em janeiro. A redução pela metade é resultado da guerra à dengue desencadeada pela Prefeitura municipal, que mobilizou os mais diversos segmentos em torno do objetivo comum.
A campanha, no entanto, ainda não acabou e nem há margem para a acomodação. As primeiras etapas foram de vital importância, mas é preciso continuar a jornada com a participação coletiva. Em situações – como essa – em que o Poder Público toma a iniciativa, a comunidade tem que se envolver. O uso adequado do lixo e as precauções contra os focos do mosquito são de todos. A operação de recolhimento de lixo, ainda no mês passado, mostrou que é possível a atuação coletiva.
Vale, aí, a advertência do secretário municipal de Saúde, Cláudio Reiff: Não podemos relaxar, porque estamos caminhando para o período de pico da doença, e 80% dos depósitos de água estavam dentro das residências. É hora de continuarmos trabalhando para conseguirmos resultados ainda melhores. Se a comunidade, pois, não se envolver, de nada valerão os esforços dos grupos mobilizados pelo prefeito Custódio Mattos, quando ele declarou guerra ao mosquito.
O envolvimento da comunidade sempre produz resultados, mas isso se faz com a conscientização de que todos ganham, sobretudo contra uma doença sazonal, que mudou o perfil do verão.











