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Na linha de tiro

Moradores de regiões críticas tornam-se refém da violência dos grupos de enfrentamento, exigindo a imediata e forte ação do Estado

Por Tribuna

09/11/2018 às 07h00

Moradores do Bairro Santa Efigênia viveram uma tarde de pânico, quando grupos antagonistas se enfrentaram em plena via pública com troca de tiros por pelo menos dois minutos. Felizmente não houve danos colaterais, mas a população se sentiu refém de um enfrentamento cujo mote, de acordo com a polícia, foi o tráfico de drogas. Ninguém foi preso, mas já estão identificados alguns participantes do confronto.

Juiz de Fora está celebrando a redução do número de homicídios, o que é um dado positivo, mas não pode abrir mão desse novo componente que, embora não sendo rotina no município, causa preocupações. Os envolvidos nesses embates não se preocupam com o resultado de seus enfrentamentos. Trocam tiros a qualquer tempo e lugar sem avaliarem que inocentes podem estar na linha de tiro.

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Há alguns anos, moradores da Zona Norte, perto do Bairro Milho Branco, viviam situação semelhante num trecho chamado emblematicamente de Faixa de Gaza, numa alusão à zona de exclusão entre Israel e Cisjordânia, espaço de conflitos permanentes do Oriente Médio. Numa ação combinada das polícias Civil e Militar, com envolvimento de organismos municipais de motivação social, o problema foi resolvido. A paz foi devolvida à população com a presença do Estado. Quando este se abstém, o crime cria espaços próprios, isolando a população.

Como já há nomes e motivo, é fundamental que a Polícia Civil, a quem cabe a ação judiciária, faça a sua parte, a fim de garantir aos moradores o sagrado e constitucional direito de ir e vir. Em regiões em que os grupos se enfrentam, tal prerrogativa fica comprometida diante do risco permanente da violência.

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