DEVER DE CASA


Por Tribuna

07/08/2011 às 07h00

Está na hora de a instância política voltar a campo para cobrar pressa nos pareceres da Anac para liberação do Aeroporto Regional. Embora sob o olhar técnico a burocracia sempre tenha suas justificativas, ora apontando uma questão pendente, ora levantando outras exigências, está claro que, se não houver pressão, a novela vai ganhar novos e longos capítulos. O prazo de 3 de agosto para início de operações já passou; a Azul, empresa interessada em utilizar o terminal, apresentou nova data, mas é bem provável que esta também tenha que ser prorrogada.

No momento em que o Governo discute o incremento em sua política de transporte, mesmo diante dos muitos transtornos da pasta do setor, é necessário que as lideranças insistam em apontar o papel estratégico de Juiz de Fora e da região. Situada entre três das principais capitais do país, e todas elas com seus aeroportos operando no limite, a Zona da Mata pode ser um ponto de desafogo e, sobretudo, de nova alternativa. O entendimento para um terminal de cargas é positivo, restando apenas o sinal verde.

Com ou sem a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil, é preciso, ainda, retomar o debate sobre as vias de acesso. A discussão está emperrada, e os poucos discursos não estão produzindo o efeito que se esperava. A malha asfáltica está boa, mas, sem pontos de escape e de ultrapassagem, o problema permanece. Além disso, a ligação da MG-353 com a BR-040 tem que sair das pranchetas, sobretudo pela presença de várias alternativas, algumas delas sem qualquer risco ambiental.

Os políticos não podem considerar que o dever de casa está feito, mesmo diante das ações que já implementaram. Algumas demandas são frutos da insistência, e é isso que deles se espera diante de um projeto de tamanha relevância.