PELA METADE


Por Tribuna

06/04/2011 às 07h00

A duplicação da BR-040, com a posterior implantação de nova camada de asfaltado no trecho entre Ressaquinha e o Trevo de Ouro Preto – além de obras nas passagens por diversas cidades do percurso -, foi uma boa notícia apresentada ontem pelo Dnit durante audiência pública da Assembleia na Associação Comercial. No entanto, o mérito do encontro não se prende apenas à apresentação das boas notícias, mas também por diagnosticar que há muito para ser feito. Como apontaram lideranças da região, a cidade de Santos Dumont tem um dos trechos mais críticos da rodovia, com dois viadutos em curva e outros dois que também carecem de duplicação. Num deles – o que passa sob a linha férrea -, morreram o vereador Paulo Rogério do Santos e a nora do então ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

O superintendente regional do Dnit, Edson Ruffo, antecipou aos presentes que o Departamento não ignora os riscos e já tem projetos em elaboração – alguns até enviados a Brasília -, mas observou que ele era apenas um operador, não lhe cabendo meios de levantar os investimentos. E tem razão; é neste ponto que entram as lideranças políticas, empresariais e comunitárias, pois só com pressão coletiva será possível chamar a atenção da área econômica, a quem cabe liberar os recursos.

A rodovia carece, ainda, de uma discussão sobre o trânsito dos caminhões das mineradoras. Qualquer obra perde prazo de carência diante do excesso de carga dos veículos, que ainda colocam em risco a segurança dos demais usuários. É preciso cobrar a construção de uma rota alternativa. Recursos não faltam de empresas de tal porte, que consomem, sem repor, as riquezas do estado, mas é preciso, de novo, que as lideranças mandem a conta. Caso contrário, dentro de pouco tempo, os municípios estarão, de novo, exigindo obras de recuperação da rodovia, cujo prazo de duração, hoje, é de dez anos.