RISCO NO TRÂNSITO
Os números falam por si. O aumento geométrico da frota de motos em Juiz de Fora, como, aliás, ocorreu em todo o país, teria consequências inevitáveis no volume de ocorrências. A média diária de seis acidentes impressiona, mas não surpreende, pois, além de ser resultado desse novo cenário urbano, também está ligada ao modo como muitos desses agentes se comportam: passam entre os carros, em movimento ou parados, deslocam-se antes de o sinal abrir, exigindo mais rigor das autoridades para reprimir tais atitudes e ainda elaborar campanhas de esclarecimento. O motociclista deve ser sistematicamente alertado para os riscos a terceiros, mas também a si próprio. Na maioria dos acidentes, sofrem lesões, muitas graves e outras fatais.
A defesa de corredores especiais é uma alternativa, já discutida especialmente em São Paulo, onde se encontra a maior frota, mas há a dificuldade para esses novos espaços e a dúvida se serão respeitados. Juiz de Fora, especialmente na área central, tem sua malha urbana comprometida pela falta de opção para novas vias. Na Rio Branco, ficando no exemplo da maior artéria, não há sequer espaço para uma ciclovia, o que dizer, então, de uma pista exclusiva para as motos. Na falta dessas alternativas, é necessário investir na conscientização.
O crescimento da frota, que em dez anos saltou de 7.800 para 24.386 na cidade, é fruto do ciclo virtuoso da economia e dos custos bem menores se comparados aos automóveis, além da própria mobilidade; mas é preciso indicar para esses usuários que há limites a serem respeitados. Um dos dilemas do trânsito é a dificuldade na convivência com outros veículos e com os pedestres. Se não houver esse respeito, as vias continuarão sendo corredores de risco, nas quais todos podem ser vítimas.











