Cartão comprometido
Cartão-postal da cidade, o Parque Halfeld continua sendo um problema: falta segurança aos usuários, e o tráfico, vira e mexe afastado pela polícia, volta a atuar, numa recorrente ciranda que preocupa a população. A Tribuna voltou ao local, atestou as melhorias físicas, mas encontrou usuários temerosos, pois, a qualquer hora do dia, há sempre o risco de algum tipo de ação criminosa. À noite, então, nem pensar em atravessá-lo, por conta da possibilidade de um assalto.
A discussão retorna ao antigo ponto sobre o seu fechamento, ou não, à noite, como já ocorre em algumas cidades. Em Belo Horizonte, o Parque Municipal, o mais tradicional da cidade, é cercado por grades e encerra o expediente no período noturno, mas, no caso do Parque Halfeld, ele é, também, um ponto de passagem, e não apenas uma referência para lazer e descanso. A pauta continua aberta, mas a preocupação dos usuários não se restringe à noite. As infrações têm ocorrido em plena luz do dia.
Agora, com equipamentos modernos, a Guarda Municipal poderia ampliar suas ações na região, a fim de garantir a paz para quem visita o espaço. Ademais, tanto os usuários quanto os traficantes são reincidentes, podendo ser identificados e tirados do local. O que não pode é uma área nobre da cidade, referência pelo próprio nome, ter esse tipo de problema.
A ocupação das praças é uma discussão permanente, pois só haverá garantias do uso adequado com adoção de programas que as mantenham permanentemente vivas, e o Parque Halfeld está plenamente apto para receber tais projetos.










