COPA E POLÍTICA
A escolha das sedes da Copa do Mundo – já definida – e das subsedes, ora em andamento, é de competência exclusiva da Federação Internacional de Futebol Associado. A FIFA, com bases nos critérios técnicos, é quem terá a palavra final. Nada impede, entretanto, que as instâncias políticas se mobilizem, a fim de agilizar investimentos nos municípios interessados, pois é esse o principal papel que devem desempenhar, sem politização ou viés de palanque, que só atrapalha. Na última quarta-feira, Juiz de Fora recebeu uma comissão especial de parlamentares que ouviu as demandas para ampliar seu poder de competição. Uma delas é a questão dos transportes. Com dois terminais aeroviários, a cidade ainda tem problemas. Um deles, o da Serrinha, vira e mexe está fechado por conta da falta de equipamentos adequados para facilitar pouso e decolagem. O outro, o Regional, ainda depende de autorização da Agência Nacional de Aviação Civil.
Há expectativas otimistas para ambos, sobretudo pelo papel estratégico que desempenham. Os parlamentares e a comissão municipal, ora em fase de composição a partir da Câmara, têm como dever de casa desembaraçar esses nós, pois é neles que residem os empecilhos para garantir a escolha de uma cidade da Zona da Mata. Sem aeroporto e vias de acesso, estaremos fora do páreo. Nesse momento, então, o que mais pesa, no caso do Aeroporto entre Goianá e Rio Novo, é o acesso por terra, ora empacado não só por demandas ambientais, mas pela falta de recursos, como disse o Governo estadual.
Como a Copa vai ocorrer em 2014, há tempo para a obra, mas é preciso levar em conta dois fatores: o primeiro é dar garantias à FIFA de que os projetos sairão do papel, já que a escolha deve ser feita ainda este ano; o segundo é achar os recursos para os investimentos. Caso contrário, há o risco de se morrer na praia, ou, como se trata de futebol, de perder o jogo na prorrogação.











