Por que sofremos?
“O sofrimento é filho do egoísmo, a dor é a lição a ser aprendida, a felicidade é o diploma de quem os vence”
O sofrimento humano em seus múltiplos aspectos não é um fim em si mesmo, muito menos uma sentença imposta pela violência de um ser divino.
Na busca de encontrar o culpado por suas dores, a humanidade, através das religiões formais, criou mitos, teologias e expressões representativas de suas angústias. Uns a chamam carma, outros de pecado ou maldição, mandinga e até de “trabalhos feitos”. Emoções que se misturam com as culturas e civilizações, que vêm solidificando a ideia de que sofrer é fato inevitável do destino de cada ser.
O grande caldo civilizatório, dentre outras, provocou o nascimento de coisas mirabolantes, com a formalização das religiões, os interesses pessoais, as disputas por domínio com ou sem guerras religiosas, o que promoveu inúmeras distorções no Cristianismo, levando o seu distanciamento dos ensinos de Jesus.
Se nós, seres humanos tão imperfeitos, e mesmo assim, amamos nossos filhos acima de tudo, como poderia Deus em sua absoluta perfeição desejar mal aos seus?
O sofrimento e a dor se alastram entre os passos da humanidade porque esta ainda não aprendeu a viver minimamente em pleno acordo com os ensinos de Jesus, que são as leis de amor, justiça e perdão.
Deus, nosso Pai, criou tudo que há na Terra, sobre ela e abaixo dela. Apenas o mal é criação do homem, porque tem origem no próprio homem, mais exatamente em nosso egoísmo. E o sofrimento resulta na dor que é provocada e proporcional à consciência do erro praticado e suas consequências.
Por isso o mal é obra do homem e não de Deus. Sofremos pelo mau uso de nosso livre arbítrio. A necessidade quase cega em saciar as vontades e desejos, fazemos escolhas imperfeitas e imediatistas, esquecidos que a vida é uma sucessão de encarnações, compondo o conjunto da existência evolutiva do Espírito Eterno.
Escolhas egoístas carregadas de imperfeições só resultam em resultados dolorosos.
Reconhecendo-nos como seres imperfeitos, mas não podemos esquecer que somos perfectíveis. Como podemos buscar um caminho que nos distancie da continuidade da angústia e da dor? Praticando o amor ao próximo. Amor que desponta no esforço para compreensão, na paciência e no perdoar incondicionalmente.
O esquecimento das ofensas nos afasta do sentimento de dor, fazendo nascer a calma, como a luz espanta a sombra. E como nada é eterno no mundo material, toda a dor é passageira, permanecendo a experiência que se bem aproveitada se torna aperfeiçoamento, equilíbrio, paciência e mais calma.
O sofrimento é filho do egoísmo, a dor é a lição a ser aprendida, a felicidade é o diploma de quem os vence.
Vá e não volte a errar para que não lhe aconteça o pior, nos ensina Jesus.