Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso
Mudanças no perfil religioso de Juiz de Fora reforçam debate sobre liberdade de crença
As transformações no cenário religioso de Juiz de Fora ajudam a contextualizar a importância de iniciativas voltadas ao diálogo e ao respeito entre diferentes tradições de fé. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados, Juiz de Fora vive um processo contínuo de pluralização religiosa. O Catolicismo, embora ainda majoritário, apresenta queda proporcional: 58,8% da população juiz-forana se declara católica. Em contrapartida, os evangélicos somam 25,3%, consolidando-se como o segundo maior grupo religioso da cidade. Também cresce o número de pessoas vinculadas a outras tradições religiosas e daquelas que se declaram sem religião.
Tais mudanças refletem não apenas tendências nacionais, mas também características próprias do contexto urbano de Juiz de Fora, como a diversidade cultural, a presença universitária e o fortalecimento de espaços públicos de debate. Um exemplo recente é a Feira da Diversidade Religiosa, que reuni representantes de diferentes crenças em atividades culturais e educativas, reforçando a defesa do respeito mútuo e da convivência pacífica.
É nesse cenário que o Simpósio de Formação Ecumênica sobre Liberdade Religiosa, promovido pela Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que acontecerá entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, em formato on-line, ganha especial relevância para a realidade local. Com o tema “Liberdade Religiosa: dom de Deus e direito humano”, o encontro propõe refletir sobre os desafios contemporâneos da liberdade de crença no Brasil, abordando aspectos sociais, jurídicos, teológicos e pastorais.
Para comunidades como as de Juiz de Fora, marcadas por uma convivência cada vez mais plural, iniciativas de formação e diálogo ecumênico tornam-se fundamentais para fortalecer a cultura do respeito, prevenir a intolerância religiosa e promover uma sociedade em que diferentes expressões de fé possam coexistir de forma harmoniosa.