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Polícia Civil investiga morte de criança de 6 anos em Barbacena

Samu solicitou perícia em razão de lesões superficiais e hematomas encontrados no cadáver na menina

Por Tribuna

13/08/2019 às 08h23

A Delegacia Regional de Polícia Civil de Barbacena instaurou, nesta segunda-feira (12), inquérito para investigar a morte de uma criança de 6 anos, no Bairro Nova Cidade, em Barbacena. Após atendimento, neste domingo (11), a constatação de lesões superficiais e hematomas no corpo levou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a solicitar perícia da Polícia Civil. A criança já fora encontrada morta na residência familiar. Em análise inicial de necropsia, o Instituto Médico Legal (IML) de Barbacena não assegurou que as lesões corporais provocaram a morte.

Nesta segunda (12), Capristrano (à esq.) gravou um vídeo para explicar a investigação policial aos moradores de Barbacena  (Foto: Marcelo Ribeiro/Arquivo TM)

Recolhido, o material biológico da vítima foi encaminhado ao Instituto de Criminalística de Belo Horizonte a fim de verificar a causa da morte. A Polícia Civil aguarda também os laudos locais de perícia e necropsia. “Por enquanto, não podemos dizer qual foi a causa-morte. A delegada que preside o caso vai ouvir os pais, os familiares e os vizinhos, além de juntar os laudos, e, ao final, desvendar a realidade dos fatos”, detalha o chefe do 13º Departamento de Polícia Civil, Carlos Capristrano. “A criança não tinha sinais de violência sexual. Estamos trabalhando com algumas linhas de investigação e vamos desenvolvê-las, para, então, descobrir o que houve naquela família, considerando que o fato é grave.” O caso será assumido pela delegada Amanda Sfredo.

De acordo com Capristrano, a Polícia Civil trabalha com algumas linhas de investigação, dentre as quais as lesões superficiais e hematomas marcados no corpo da criança. “Isso é uma linha de investigação. Por que a criança apresentava aqueles hematomas? Qual a origem das lesões, embora superficiais?”, indaga. O chefe do 13º Departamento de Polícia Civil, no entanto, mantém em sigilo as demais hipóteses. “Temos outras, que, por questões de segurança, é melhor (não revelarmos) e aguardarmos o inquérito avançar para não despertas especulações.” O inquérito policial será finalizado em, no máximo, 20 dias, conforme Capristrano.

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‘Já não estava bem’

Os pais foram interrogados e liberados; entretanto, serão novamente escutados. Diz Capristrano que a Polícia Civil também trabalha com informações de que a criança, na semana anterior à morte, já não estava bem. “A criança teria sido encaminhada a um hospital de Barbacena. Então, há a possibilidade de ela já estar vindo de um quadro doentio, que agravou a sua situação. Temos que checar. Ela realmente esteve no médico na semana anterior? Será que o quadro preliminar se agravou, vindo a criança a óbito? São várias linhas que temos que checar.”

Questionado, Capristrano, porém, respondeu não ter mais detalhes sobre o quadro de saúde preliminar. O delegado ressaltou que espera, nos próximos dias, um posicionamento do Instituto de Criminalística de Belo Horizonte. “Tudo o que é mais específico (no Estado de Minas Gerais) é encaminhado ao Instituto de Criminalística. Mas, normalmente, quando há casos delicados, que têm uma repercussão maior, como este, fazemos contato com a direção e pedimos uma agilidade, de forma que eles possam dar prioridade. Acredito que, nos próximos dias, nós já teremos um posicionamento.”

 

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