Após um ano, responsável pela execução de servidor público em Ubá é identificado e preso
Segundo as investigações, servidor foi morto com 15 tiros por não aceitar o tráfico de drogas perto da sua casa; além da prisão, MPMG também solicitou indenização
Um homem, identificado como responsável pela execução de um servidor da Prefeitura de Ubá, no dia 23 de janeiro de 2025, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, nesta sexta-feira (6). Ele já está preso.
Segundo o Gaeco, o servidor foi morto por não concordar com o tráfico de drogas realizado por criminosos nas proximidades de sua residência. No dia do crime, a vítima estava na porta de casa quando foi surpreendida pelo autor, que efetuou diversos disparos de arma de fogo. Ao todo, 15 perfurações foram identificadas pela perícia, na região das costas e na cabeça.
O executor dos disparos foi identificado e denunciado pelo MPMG pelo crime de homicídio qualificado, cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima e para assegurar a ocultação de outro crime, de acordo com o artigo 121, parágrafo 2º, incisos I, IV e V, do Código Penal, que prevê pena de 12 a 30 anos de prisão. A prisão preventiva do réu foi requerida, e uma indenização de R$ 500 mil para a família da vítima também foi solicitada.
De acordo com o Gaeco,ele possui envolvimento com uma facção criminosa, informação que foi descoberta por meio da operação Héstia, deflagrada na cidade de Rio Pomba. Na ocasião, o Gaeco denunciou sete pessoas pela associação criminosa e pela troca de tiros entre facções ocorrida na festa de carnaval da cidade, no dia 3 de março de 2025, que causou a morte de uma mulher de 25 anos e ferimentos em dezenas de pessoas.