O deputado federal juiz-forano Charlles Evangelista (PSL) fez sua primeira fala na tribuna da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (6), quando afirmou não ter conhecimento sobre informações que circulam na mídia nacional de que o PSL teria aberto um processo para expulsá-lo da sigla do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A polêmica se estabeleceu após, na última sexta, Charlles ter se lançado como candidato avulso na disputa pela 2ª vice-presidência da Mesa Diretora da Casa e concorreu pela cadeira com o deputado Luciano Bivar (PSL-PR), presidente nacional da sigla. Bivar acabou vencendo a disputa por uma margem de 14 votos (198 a 184). O cargo estava reservado ao PSL por acordo entre os líderes partidários antes da eleição que reconduziu o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Casa. Na última segunda-feira, em entrevista à Tribuna, Charlles já havia manifestado a intenção de seguir filiado ao PSL.
“Circula nas grandes mídias notícia a respeito da minha expulsão do partido por conta da disputa pela 2ª vice-presidência em que coloquei meu nome para disputar de forma avulsa. Gostaria de tranquilizar o povo mineiro que, de forma nenhuma, fui comunicado sobre um possível processo. Fiquei sabendo pela imprensa e, até agora, não chegou ao meu conhecimento nenhuma carta de expulsão; nenhum pedido oficial do partido. A minha candidatura avulsa foi totalmente legal. Não há motivo algum para que o partido possa me expulsar. Não houve deliberação dentro do partido sobre quem seria o candidato. Estamos aqui pensando em trabalhar por Minas Gerais”, afirmou, em sua estreia.
Conforme matéria publicada na noite da última terça pelo jornal “O Globo”, o PSL teria aberto um processo de expulsão contra Charlles. A publicação afirmou que, segundo um integrante da cúpula do partido, o juiz-forano estaria sendo acusado de infidelidade partidária por ter saído candidato de forma avulsa. Ainda de acordo com a fonte seria dado o direito de defesa ao parlamentar mineiro. Ainda de acordo com jornal, Charlles foi excluído de um grupo de WhatsApp que reúne parlamentares da sigla. Desde segunda-feira, a reportagem busca um posicionamento oficial do PSL sobre o tema, mas, até a edição deste texto, não havia obtido um retorno do partido.

