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Rede Mineira de Queijos Artesanais busca aprimorar cadeia de produção

Proposta estabelece parceria entre instituições de pesquisa e produtores tradicionais


Por Mariana Floriano, estagiária sob supervisão da editora Fabíola Costa

30/05/2021 às 07h00

Minas Gerais é também o estado da produção de queijo artesanal. A prática, além de ser patrimônio imaterial brasileiro, agora terá sua própria rede, a Rede Mineira de Queijos Artesanais. A proposta vem sendo organizada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas (Epamig), juntamente com instituições de pesquisa e ensino no estado, incluindo a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

O objetivo é desenvolver soluções que aprimorem a cadeia produtiva do queijo artesanal em Minas, atendendo produtores, associações, extensionistas e fiscais sanitários em demandas de agregação de valor e garantia da segurança do alimento. O modelo da Rede Mineira de Queijos Artesanais vem seguindo o da Rede de Morangos do Brasil, formalizada recentemente. Nela, há a participação de onze instituições de pesquisa de quatro estados.

O pesquisador Daniel Arantes, coordenador do processo de estruturação da rede, afirma que a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, vislumbrou a possibilidade de uma rede semelhante a de morangos, que poderia ser estruturada pela Epamig, visto que a empresa tem vasta experiência com pesquisa em queijos artesanais.

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“A ideia é que a rede possa atuar em todo o estado, pois existe uma demanda crescente pelo reconhecimento e pela regulamentação da produção de queijos artesanais. Esse é um processo que se dará de forma local, já que as regiões estão em diferentes estágios. Acredito que, trabalhando assim, conseguiremos atender de forma mais direta as demandas mais imediatas”, afirma Daniel Arantes.

Os planos de trabalho estão sendo definidos de forma participativa entre todos os membros da rede, juntamente com os integrantes da cadeia produtiva. A presença da pesquisa nos locais onde a produção de queijo artesanal é uma tradição vem sendo incentivada para o desenvolvimento de ações personalizadas.

Instituições de pesquisa colaboram para estruturação da rede

Participam dessa fase, além da Epamig, a Embrapa Gado de Leite, as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Lavras (Ufla), Viçosa (UFV), São João del-Rei (UFSJ), Juiz de Fora (UFJF), Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e Uberlândia (UFU); os institutos federais, IF Sudeste Rio Pomba e IFMG Bambuí; a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e a PUC-Minas.

“Paralelamente às universidades, estamos em contato com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), responsável pela regulamentação dos queijos artesanais no estado. O objetivo é prospectar demandas para potencializar a difusão das tecnologias já geradas. Também estão sendo estruturadas comissões para organização de eventos técnico-científicos e de planos de capacitação para pesquisadores”, conclui Daniel Arantes.

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