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Comandante da PM de MG trata morte da capitã Michele como ‘violência doméstica’

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(Foto: Felipe Couri)

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A comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues, trata a morte da capitã Michele Leão Azevedo como “violência doméstica e familiar”. Em um pronunciamento na quarta-feira (22), a chefe da PM mineira afirmou que o caso motiva a instituição a lutar contra “esse inimigo invisível”.

A morte da capitã Michele e de todas as outras mulheres em virtude da violência doméstica e familiar, ela nos toca a alma. E ela nos motiva cada vez mais a lutarmos contra esse inimigo visível e, muitas vezes, invisível que assola a sociedade”, afirmou a comandante.

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A comandante afirmou ainda que a o propósito da Polícia Militar de Minas Gerais é proteger todas as mulheres do Estado.

“Esse é o nosso propósito, essa é a nossa missão, que nos foi dada por Deus. E nós não vamos recuar, mesmo em frente aos maiores desafios, mesmo em meio às maiores dificuldades. Continuem contando com a Polícia Militar”, destacou.

O corpo da policial militar foi sepultado nessa quarta-feira. O sargento da Polícia Militar Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, foi preso após levar Michele morta a um hospital de Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20).

Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno, que representa o sargento, disse que o “caso ainda está em fase inicial de apuração e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas“.

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“Neste momento, é imprescindível que se aguarde a conclusão das investigações e dos laudos periciais, evitando-se qualquer julgamento precipitado. O caso ainda está em fase inicial de apuração, e todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes”, frisou.

Prisão preventiva decretada

O sargento Eduardo Abner teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, nessa quarta-feira (22), pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Central de Audiências de Custódia (Ceac) da Comarca de Belo Horizonte. O magistrado entendeu que “a segregação cautelar era necessária para a garantia da ordem pública“.

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Na audiência de custódia, o juiz Antônio Francisco Gonçalves determinou a expedição do mandado de prisão preventiva do sargento militar e intimou sua defesa e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a se manifestarem.

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