Refrigerante do Bem: bebida à base de soro de leite é desenvolvida em Minas Gerais
Bebida com soro de leite, estudada pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, avança em testes e prevê transferência para laticínios após conclusão do projeto
O chamado “Refrigerante do Bem”, uma bebida láctea produzida à base de soro de leite, avançou para as etapas de validação e segue em desenvolvimento como alternativa de produto no setor de alimentos. A proposta é criar uma bebida carbonatada que pode ser acidificada ou fermentada e ainda receber enriquecimento com proteínas, vitaminas e minerais.
O projeto é resultado de pesquisas conduzidas pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), ligado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG). Além do foco nutricional, a formulação busca ampliar o aproveitamento do soro de leite, subproduto comum na cadeia de lácteos, com potencial de reduzir resíduos e agregar valor ao processamento.
“Chamamos de “Refrigerante do Bem” porque contribui com o meio ambiente ao utilizar um soro que, muitas vezes, seria descartado e poderia causar poluição. Também contribui para a saúde, já que mantém nutrientes do leite, como cálcio, outros sais minerais e vitaminas, além de poder conter prebióticos e probióticos”, ressalta o coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Leite e Derivados da EPAMIG, Junio de Paula.

Testes avançam
A fase atual envolve ensaios preliminares de caracterização do soro do leite, com avaliação de composição, qualidade e parâmetros básicos. Nesse estágio, também são definidos os ingredientes e o método de fabricação considerado mais adequado para a produção da bebida.
Na etapa seguinte, o refrigerante deve ser produzido em escala industrial na fábrica-escola da EPAMIG ILCT. O plano de testes prevê dois tratamentos — fermentação ou acidificação — com quatro repetições. Depois, o produto será envasado, armazenado e mantido sob refrigeração para verificar a estabilidade ao longo do tempo.
“Ao longo da estocagem, iremos realizar análises físicas, químicas e microbiológicas com o intuito de acompanhar a estabilidade, segurança e vida de prateleira do produto. Os testes são essenciais para comprovar a viabilidade tecnológica do uso do soro na bebida carbonatada, garantindo que o produto seja seguro, estável e, quando aplicável, atenda aos critérios para ser considerado probiótico”, explica Junio.
Transferência para a indústria
Após a conclusão das análises, o cronograma prevê ações de divulgação científica e técnica, incluindo apresentação de resultados em congressos, publicação de resumos em anais, submissão de artigos científicos e elaboração de relatório técnico.
“Como o projeto tem natureza de avanço tecnológico e prevê uma tecnologia de simples implantação em escala industrial, a expectativa é que, após a conclusão, prevista para início de 2027, a bebida possa ser transferida e implementada por laticínios interessados, desde que sejam cumpridas as etapas regulatórias e industriais de rotina, como adequações de linha, registro do produto e rotulagem”, comenta o coordenador.
Apoio e parcerias
O projeto de desenvolvimento do “Refrigerante de Soro” tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A instituição executora é a EPAMIG ILCT, com a Fundação Arthur Bernardes (Funarbe) como gestora.
Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
Resumo desta notícia gerado por IA
- Projeto da EPAMIG ILCT desenvolve bebida carbonatada à base de soro de leite e entra em etapa de validação.
- Testes atuais caracterizam o soro, definem ingredientes e método de fabricação antes da produção em escala industrial.
- Produto passará por fermentação ou acidificação, com análises físicas, químicas e microbiológicas para avaliar estabilidade e segurança.
- Conclusão prevista para início de 2027, com possibilidade de transferência para laticínios após exigências regulatórias e de linha.