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Minas deve receber mais de 4 milhões de vacinas contra a Covid-19 até o final de junho

Remessa inclui unidades da Pfizer a todos os municípios do estado e vai iniciar vacinação por idade em todo o território mineiro


Por Gabriel Silva, sob a supervisão do editor Bruno Kaehler

08/06/2021 às 13h55- Atualizada 08/06/2021 às 13h58

O mês de junho pode representar a aceleração da campanha de vacinação contra a Covid-19 em Minas Gerais. O Governo do estado aguarda a chegada de mais de quatro milhões de doses de imunizantes até o final do mês, incluindo da vacina da Pfizer, que devem passar a ser entregues a todos os municípios do estado. Os planos foram revelados pelo secretário de Estado de Saúde (SES), Fábio Baccheretti, em coletiva à imprensa nesta terça-feira (8), quando também foi admitida a expectativa para que a vacinação por idade alcance todo o território mineiro.

O quantitativo aguardado para o mês inclui as mais de 500 mil doses que foram recebidas pelo Governo de Minas na última quinta-feira (3), o que já permitiu o início da vacinação obedecendo apenas ao critério da idade em alguns municípios. O estado espera ampliar a vacinação por idade para todas as cidades durante as próximas semanas. “Até o final deste mês, a gente acredita que chegar (à vacinação de pessoas com) até 50 anos seja uma realidade no estado”, projeta Baccheretti.

Anteriormente, segundo Baccheretti, o planejamento era de receber quantidade superior a cinco milhões de doses em junho, o que foi reduzido. De toda forma, o quantitativo atual, caso confirmado, será o maior para um mês desde o início da campanha de vacinação no estado. O aumento de doses será acompanhado da distribuição de vacinas da Pfizer por todo o território mineiro, o que deve ser possibilitado também durante este mês, de acordo com o secretário, e atender prioritariamente às grávidas e puérperas, que não podem ser imunizadas com a vacina AstraZeneca.

Com isso, será alterada a dinâmica de reserva de doses para a população. Seguindo nova recomendação nacional, os municípios devem, após imunizar todo grupo prioritário dos profissionais da educação, reservar 70% das vacinas recebidas para a aplicação seguindo o critério da idade, deixando os 30% restantes aos demais grupos prioritários. “Há uma expectativa da aceleração da vacinação com essa nova dinâmica que está sendo iniciada no país”, analisa o titular da SES-MG.

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Fábio Baccheretti afirmou que, seguindo a previsão de entrega de doses do Governo federal, a vacinação de toda a população mineira com mais de 18 anos deve ser concluída entre “outubro e dezembro”. A previsão foi mais flexível da realizada pelo governador Romeu Zema (Novo) em entrevista na manhã desta terça, quando ele foi taxativo ao estabelecer o mês de outubro como o da conclusão da campanha de imunização.

Importação de vacinas

O secretário foi questionado sobre a possibilidade de o estado importar vacinas e solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) uma liberação emergencial para aplicação, o que foi realizado na região Nordeste do país. Baccheretti afirmou que os laboratórios das principais vacinas, com exceção da russa Sputnik V, estão negociando doses exclusivamente com os governos nacionais, o que dificulta a obtenção. “O estado de Minas fez uma carta de intenção a todos os laboratórios fabricantes de vacinas. Todos responderam que vão manter os contratos com os governos nacionais, inviabilizando a compra direta a laboratórios. No entanto, a Sputnik tem negociação com o consulado russo. (…) O estado continua tentando essa alternativa”, afirma.

Volta presencial às aulas

Perguntado sobre a volta às aulas presenciais na rede estadual de ensino, Fábio Baccheretti afirmou que o retorno seguro já pode ser feito, sendo necessária apenas a liberação da Justiça. De acordo com o secretário, o protocolo elaborado pelo estado permite a retomada “em um ambiente em que o número de pessoas é controlado e a higiene seja feita de forma sistemática”, afirma.

O titular da SES-MG ainda argumentou que estudos apontam que as crianças possuem menos “poder de transmissão” do vírus, lembrando que os estudantes tiveram grande prejuízo durante o período de aulas on-line. “Acredito que logo vá sair essa decisão (da Justiça) para que a gente compense esse tempo todo parado”, finaliza.

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