“Sede que se transforma em desespero”, diz capitão do JF Vôlei sobre 12ª derrota consecutiva

Equipe de Juiz de Fora está na lanterna da Superliga A, com só dois pontos ganhos, a oito rodadas do fim da competição


Por Davi Sampaio

23/01/2026 às 12h05

A situação do JF Vôlei na Superliga, a oito rodadas do fim, é mais do que delicada. Após 14 jogos, a equipe de Juiz de Fora soma apenas dois pontos – conquistados ainda na segunda rodada, contra Monte Carmelo, e segue afundada na lanterna. A 13ª derrota – 12ª consecutiva – veio em casa, na última quinta-feira (22), diante do Goiás Vôlei, por 3 sets a 0 (parciais de 23/25, 20/25 e 21/25).

Na visão do capitão Fernando Pilan, o time jogou bem nos momentos iniciais dos sets, e depois teve queda. “Isso acaba se repetindo em todos os sets e nos frustrando. Temos que ter a cabeça boa e seguir assim até o fim da temporada. Não estamos largando o osso, a força mental vai ser a peça chave para isso. Os erros na red-zone acabam minando o que construímos no decorrer do jogo”, avalia. “É uma sede que se transforma em desespero”, complementa o central.

Com apenas dois pontos, o JF Vôlei está a 11 de distância do Joinville, primeiro time fora do Z2, que soma 13 e está na frente do São José dos Campos, com 11. Os jogos restantes do time local são, em ordem, contra o São José dos Campos, fora; Guarulhos, Joinville e Sesi em uma sequência de três jogos em casa; Minas, em Belo Horizonte; Suzano, em São Paulo; e Vôlei Renata e Praia Clube, ambos no Ginásio Municipal, nos dois últimos jogos da competição. Dessa forma, cinco das oito partidas restantes são em Juiz de Fora.

"Sede que se transforma em desespero", diz capitão do JF Vôlei sobre 12ª derrota consecutiva
Pilan durante ataque contra o Goiás (Foto: Felipe Couri)

Técnico do JF Vôlei vê falta de equilíbrio

Para o técnico André Silva, o saque tem sido um dos fatores principais para as sucessivas derrotas do JF Vôlei. “Quando esse fundamento não vai bem, fica difícil defender. Nosso passe ainda funciona bem, gerando ataques, mas, infelizmente, fica carregado pelo Rajé. A partir do momento que conseguimos equilibrar essa distribuição, acho que podemos transformar isso em vitória”, avalia. “São erros técnicos individuais que pesam para a gente. Se não tiver outras peças ajudando, complica”, diz.

Ainda conforme o treinador, independentemente dos maus resultados, sua equipe irá jogar sempre para vencer. “Não existe confronto direto, existe adversário que precisamos superar. Não falta trabalho”, afirma.

O JF Vôlei volta a quadra no dia 1°, às 17h30, para enfrentar o São José dos Campos no Ginásio Teatrão.

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