Da Zona da Mata aos Estados Unidos: juiz-forano realiza sonho de ir à Copa
Empreendedor de 28 anos acompanhou confrontos da Seleção Brasileira contra Marrocos e Haiti e descreve a experiência como “histórica”

Acompanhar a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo sempre foi um sonho para o empreendedor Rômulo Mendes, de 28 anos. Morador de Juiz de Fora, ele decidiu há cerca de um ano que faria de tudo para viver essa experiência. O planejamento virou realidade neste mês, quando atravessou fronteiras para acompanhar de perto a campanha brasileira nos Estados Unidos.
Rômulo assistiu ao empate do Brasil com Marrocos e também esteve no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia, para acompanhar a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti.
“A Copa do Mundo sempre foi um sonho pra mim, eu amo muito futebol. E ao mesmo tempo aliar isso com uma viagem legal, pra mim compensa muito, porque no caso o Brasil ficou nos Estados Unidos e eu amo Nova York. Então ia juntar Nova York, que é uma cidade global, uma cidade muito diversificada, com cultura, com arte, com a parte do futebol. Então ficaria perfeito”, relata.
Mas foi a entrada no estádio que se transformou em uma das principais lembranças da viagem. Segundo ele, a grandiosidade do local e o momento da execução dos hinos provocaram uma emoção difícil de descrever.
“Foi uma sensação indescritível. Quando a gente vai entrar no estádio, tem aquele quadradinho que você só enxerga um pouquinho e, quando vai entrando e entrando, você vê o estádio inteiro. É absurdo. Quando eu vi o campo pronto, com a bandeira do Brasil, a bandeira do Haiti, e tocou o hino nacional, foi uma emoção à parte na minha vida”, pontua.

Nas arquibancadas, a predominância era verde e amarela, embora a presença dos haitianos também tenha surpreendido o juiz-forano.
“Tinha muito mais brasileiro, mas também tinha muito haitiano, isso até me surpreendeu. Achei que fosse ter menos haitiano e tinha bastante, inclusive eles torciam muito. Mas a torcida brasileira deu um show à parte, inclusive antes do jogo e pós o jogo. A torcida realmente compareceu”, comenta.
Além do clima da partida, a organização chamou a atenção de Rômulo. Ele destaca a rapidez nos serviços e a estrutura oferecida ao torcedor.
“A questão da logística é muito impressionante. Entrada de pessoas, venda de alimentos e bebidas é muito impressionante. O sistema de som do estádio é muito bom e eles têm muitas televisões. O esporte vira um entretenimento ainda maior. Eles enxergam isso dessa forma”, explica.
Entre os momentos mais marcantes da partida, Rômulo destaca o gol de Vinícius Júnior, construído a partir de uma assistência de Lucas Paquetá.
“Sou flamenguista. Foi um passe do Paquetá, que é do Flamengo, cria do Flamengo, para o Vinicius Júnior e foi um golaço”, avalia.
Outro instante que ficou guardado na memória foi a entrada de Endrick em campo.
“Quando ele foi entrar, a torcida toda já começou a gritar muito o nome dele. Dá pra ver que ele é um jogador que a torcida enxerga de forma diferente”, conta.
Se tivesse que resumir a experiência em uma única palavra, ele não hesita na resposta.
“Histórico. Você vê a maior seleção de todos os tempos em uma Copa do Mundo, que é o maior palco do futebol mundial. Então realmente não tem como não ser histórico você ver um jogo da seleção de dentro do estádio”, finaliza.

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