Vitória de time paulista confirma rebaixamento do JF Vôlei com 5 rodadas de antecedência

Queda à Superliga B é confirmada após novo revés juiz-forano sem pontuar em casa; capitão Fernando Pilan admite “pressão psicológica”


Por Davi Sampaio

13/02/2026 às 13h22

O JF Vôlei está matematicamente rebaixado para a Superliga B masculina. Na última quinta-feira (12), a equipe foi derrotada pelo Joinville, no Ginásio Municipal Jornalista Antônio Marcos, por 3 sets a 0 (parciais de 23/25, 23/25 e 20/25), e alcançou a marca de 15 derrotas consecutivas, a 16ª no campeonato. Com apenas dois pontos conquistados, o time juiz-forano não consegue mais atingir o primeiro time fora da zona de rebaixamento – o São José -, que venceu o Goiás Vôlei por 3 sets a 0 e chegou a 17 pontos. Restam cinco jogos na competição.

Apesar do JF Vôlei poder alcançar 17 pontos, um confronto direto entre São José e Joinville – este de 16 pontos – faz com que obrigatoriamente um dos dois times vá ao mínimo de 18 pontos, marca que o time comandado por André Silva não consegue mais obter nesta temporada.

Vitória de time paulista confirma rebaixamento do JF Vôlei com 5 rodadas de antecedência
Técnico André Silva lamenta durante derrota para o Joinville (Foto: Leonardo Costa)

Em relação ao duelo na noite dessa quinta-feira, o time mineiro conseguiu competir nos dois primeiros sets, mas voltou a apresentar queda de rendimento a partir da terceira parcial. Após a partida, o central e capitão do JF Vôlei, Fernando Pilan, analisou o desempenho e apontou que o roteiro tem se repetido ao longo da competição.

“Os dois primeiros sets foram muito bons, batendo na trava, como sempre. Depois, no terceiro, não tem muita coisa diferente pra falar. A gente acaba sendo um pouco repetitivo”.

Em sua avaliação, o baixo aproveitamento nos contra-ataques acabou sendo determinante para a reação do adversário. Assim, segundo ele, a sequência negativa tem pesado cada vez mais no aspecto emocional do grupo, influenciando diretamente o desempenho nos momentos decisivos.

“A pressão psicológica vai abalando. E dá o reflexo que tem sido em todos os jogos. Chega a ser torturante, porque é uma novela, parece um loop”, desabafou.

Questionado sobre onde estaria o principal problema da equipe, o capitão descartou falhas físicas ou técnicas e voltou a destacar o fator mental.

“Fisicamente a gente trabalha muito bem. Tecnicamente também, a gente treina bem. O mental a gente tenta no acompanhamento. Eu não sei”, disse.

Outro tema abordado foi a diminuição do público nas arquibancadas ao longo da competição. Para o capitão, o fenômeno é natural diante da sequência de derrotas, mas o apoio segue sendo essencial.

“Quando o time está ganhando, está todo mundo ganhando junto. Apesar disso, ele reforçou que o momento atual exige ainda mais união entre equipe e torcida. “O time precisa desse apoio. Nessa hora que o time mais precisa, é na vitória e na derrota”, afirmou.

Por fim, o capitão garantiu que o grupo seguirá lutando. “Tem que vestir a camisa até o final. É continuar dando o nosso melhor e trabalhando como sempre.”

O JF Vôlei tem o próximo compromisso no dia 22, um domingo, contra o Sesi-SP, novamente no Ginásio Municipal Jornalista Antônio Marcos.

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