Atletas da base do JF Vôlei vão para o Sada Cruzeiro

Ponteiro Gabriel Silva e central Murilo Amaral já estão treinando com a equipe celeste


Por Vinicius Soares

05/02/2026 às 07h00

Juiz de Fora é um celeiro de grandes nomes do voleibol brasileiro, como Márcia Fu, Giovane Gávio e André Nascimento, além, mais recentemente, de Felipe Roque. A cidade, com tradição no vôlei, segue formando atletas, que saem daqui rumo às principais equipes do Brasil. Esse é o caso do ponteiro Gabriel Silva, de 14 anos, e do central Murilo Amaral, de 15, que deixaram as categorias de base do JF Vôlei rumo à equipe sub-15 do Sada Cruzeiro.

Gabriel e Murilo possuem uma ligação com o vôlei que vem de casa, já que familiares de ambos já praticaram a modalidade. O pai do ponteiro é, inclusive, o atual técnico do JF Vôlei, André Silva. No caso dos dois jovens atletas, a família foi fundamental para a inserção no esporte.

“Eu sempre fui apaixonado por vôlei por conta da minha família. Mas eu me interessei mesmo pelo esporte na época da pandemia. Eu comecei a jogar vôlei de areia e, com o tempo, eu fui me aproximando mais para o vôlei de quadra, que é o que eu pratico atualmente”, relata Gabriel.

“O meu pai já jogou. Com isso, o meu irmão começou a se interessar muito e foi para o Clube Bom Pastor, e eu comecei a me interessar também. Passei por lá, mas saí de lá e depois surgiu a oportunidade de fazer a peneira do JF Vôlei. Fiz e comecei a jogar os campeonatos, agora em 2025”, conta Murilo.

A participação familiar foi importante não só para a inserção de Gabriel e Murilo no vôlei, mas também no crescimento deles como jogadores. O ponteiro afirma que boa parte do que sabe sobre a modalidade aprendeu com André. “Até hoje, quando eu tenho a oportunidade de treinar com ele, é uma experiência muito boa. Muita coisa que eu sei hoje é por conta dele”, afirma.

Murilo entende que ter uma família ativa no esporte como a dele contribui de forma significativa para seu desenvolvimento como jogador. “Meu pai, quando tinha tempo, ia bater bola comigo, me ajudava nos fundamentos. Minha mãe sempre acompanhou muito meus treinos, meus jogos. Meu irmão, a gente jogava junto e tinha sede para melhorar. E isso foi sempre legal, porque a gente se apoiava ao mesmo tempo que, como era de clubes rivais, queria ganhar um do outro, mas sempre de uma maneira muito saudável. Eu só tenho a agradecer à minha família, por tudo que eles me apoiaram, por tudo que me ensinaram”, diz.

Características como atletas

Ponteiro, Gabriel avalia que umas das suas virtudes é ter um bom passe, característica importante para a posição. Além disso, o jovem atleta entende que consegue ir bem tanto defendendo quanto atacando. “Acho que eu tenho os fundamentos. E é algo que, hoje em dia, é muito difícil. Mas também acho que agora, no Sada Cruzeiro, eu posso melhorar muito a minha parte ofensiva, além da parte técnica, minha explosão, meu bloqueio e meu saque, principalmente”, analisa.

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Murilo destaca a liderança como sua principal característica (Foto: Arquivo pessoal)

Murilo também entende que tem um bom domínio dos fundamentos do vôlei, mas destaca que sua principal virtude é a liderança. O central, que já foi capitão do JF Vôlei, afirma que essa qualidade será benéfica em seu desenvolvimento. “Se você consegue incentivar a sua equipe, se você chama a equipe, pede aquela bola importante, o último ponto do jogo, o time percebe isso e acaba sendo mais motivado”, afirma.

Ida ao Sada Cruzeiro

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Gabriel já treina pelo Sada Cruzeiro desde o fim do ano passado (Foto: Arquivo pessoal)

Gabriel conta que participou de campeonatos de base pelo JF Vôlei onde teve a oportunidade de enfrentar o Sada Cruzeiro e, nestas competições, chamou a atenção da comissão técnica celeste.

“No ano passado, tive a oportunidade de ficar uma semana treinando com eles. Na outra semana, a gente já competiu em Monte Carmelo, onde vencemos o sub-15 e ficamos em segundo no sub-17, e eu me adaptei bastante para o estilo de jogo deles. Como adaptei, renovei para esse ano”, relata o ponteiro.

A ida de Murilo ao Sada Cruzeiro também se deu pelo fato de ter enfrentado a equipe belo-horizontina em campeonatos, no seu caso, o Mineiro sub-17. O central conta que chamou a atenção do diretor celeste, Marcão, que lhe oportunizou participar de uma peneira.

“Fui lá fazer a peneira, desempenhei bem, passei pra segunda etapa e consegui ser aprovado no clube. Meu sentimento foi de realização. Sempre tive muita vontade de jogar no Sada Cruzeiro e quando eu percebi que eu tinha passado, na hora a ficha não tinha caído. Eu sabia que tinha acontecido algo muito grande, mas eu ainda não tinha a dimensão do que era. Eu estava muito feliz”, descreve.

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