Sindicato luta para manter nível de emprego
A dois meses para o fim da garantia do nível de emprego dos cerca de 750 funcionários da Mercedes-Benz em Juiz de Fora e de olho na existência de um excedente estimado em 80 trabalhadores, o Sindicato dos Metalúrgicos e a direção da fábrica iniciam negociações sobre o futuro dos colaboradores na cidade. Na segunda-feira, está previsto o retorno de 42 trabalhadores que compunham a quarta e última turma de layoff, iniciada em dezembro do ano passado. O layoff é a suspensão temporária dos contratos de trabalho.
No sindicato de classe, a intenção é conseguir renovar a manutenção da garantia de emprego, lançando mão de novos layoffs. Segundo o diretor Antônio Carlos Nascimento Souza, as propostas foram apresentadas e, agora, aguarda-se o agendamento de um encontro com representantes da empresa para tratar do assunto. A reunião deve acontecer em duas semanas. Sobre a adaptação da planta para centralizar a montagem de cabinas e pintura, a expectativa do sindicato é, a partir de junho, iniciar a produção, em baixa escala. A transferência da montagem do caminhão leve Acello, de Juiz de Fora para São Bernardo do Campo, em São Paulo, está prevista para acontecer até o final do ano.
A Mercedes, por meio de sua assessoria, afirma que está trabalhando no processo de concentração de cabinas em Juiz de Fora e de caminhões em São Bernardo do Campo e confirmou a transferência da produção do Acello para a planta paulista, ainda este ano, como parte do programa de sinergia entre as fábricas. O objetivo é modernizá-las e promover ganho de competitividade. Mediante a constatação de mercado recessivo, a existência de ociosidade na indústria e o fato de Juiz de Fora não estar fora do contexto, o posicionamento é que será necessário adotar medidas para continuar gerenciando o excesso de funcionários. A montadora frisou, no entanto, que existe um processo de negociação para se chegar a uma definição.










