Mercado confiante com equipe econômica


Por Tribuna

28/11/2014 às 07h00

São Paulo (AE) – A confirmação de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa no Planejamento e Alexandre Tombini no Banco Central deve impedir a desvalorização do Índice Bovespa, na avaliação de Marcio Cardoso, sócio-diretor da Título corretora/Easynvest.

Em sua opinião, os investidores anteciparam a nomeação nos novos integrantes da equipe econômica, de forma que o evento já está embutido nos preços das ações. “A bolsa está em seu preço. Apenas se o Governo anunciar uma medida em âmbito econômico de fato positiva e inesperada, é possível que o Ibovespa suba e ultrapasse os 60 mil pontos”, prevê.

Cardoso diz que o Governo precisa reconstituir a credibilidade que perdeu na área econômica, principalmente no que se refere à política fiscal, de forma a recuperar a capacidade de investimento dos agentes do mercado. O executivo diz ainda que é preciso atrair investidores de longo prazo para a bolsa de valores.

Para Álvaro Bandeira, sócio e economista-chefe da Órama Investimentos, a indicação de Levy, Barbosa e Tombini para a equipe de Governo é bastante positiva para mudar o rumo da economia e, consequentemente, para as ações da Bolsa de Valores. “Todos conhecem profundamente a estrutura complicada do Governo e aparentemente chegam com alguma carta branca para mudanças”, diz Bandeira.

O principal risco, em sua avaliação, é de a presidente reeleita, Dilma Rousseff, não bancar as mudanças. O motivo é que determinadas alterações na política econômica podem produzir efeitos em prazo “razoavelmente rápido”, mas outras demandam tempo de maturação. Essa “inconsistência temporal” pode resultar em dados ruins de conjuntura.

A presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), Denise Pavarina, disse, por meio de nota, estar convicta de que o mercado de capitais terá papel cada vez mais central para o desenvolvimento econômico e que a associação está à disposição do Governo para contribuir na construção de uma agenda ambiciosa para desenvolver o mercado de capitais do país.

“Recebemos com otimismo o anúncio da composição da nova equipe econômica do Governo. Manteremos, como temos feito ao longo de nossa história, o diálogo frequente e franco que tem caracterizado nossa interlocução com os representantes do setor público, sempre com o objetivo de desenhar medidas que fomentem o desenvolvimento de canais privados de financiamento de longo prazo”, afirmou na nota.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que os novos ministros anunciados pelo Palácio do Planalto certamente atuarão de forma eficiente e eficaz para implementar as medidas capazes de elevar a competitividade da economia brasileira. “Essa agenda é fundamental para o futuro da indústria”, cita a Confederação, em nota.